Deste sábado (14) até a próxima terça-feira (17) o país para com o feriado do Carnaval. E no Brasil, dizem que o ano só começa depois da 'festa do adeus à carne'. Como estamos em ano eleitoral, as articulações políticas com vistas às eleições deste ano devem se intensificar já no retorno do feriadão.
Da Quarta-Feira de Cinzas, dia 18, até o fim de fevereiro, são apenas dez dias. E março será o mês em que decisões precisarão ser tomadas. Isso porque, de acordo com o calendário eleitoral, o prazo para renuncia e desincompatibilização de cargos para estar apto a ser candidato em 4 de outubro, é seis meses antes do pleito.
Portanto, no dia 4 de abril. Até lá, quem quiser ser candidato e estiver em cargo público previsto na legislação eleitoral, precisará deixá-lo.
É também em março que será aberta a chamada 'janela partidária', ou 'janela da infidelidade partidária', como chamam alguns, na qual políticos com mandato poderão mudar de legenda sem o risco da perda de mandato.
Também será o mês para o registro de eventuais federações partidárias - modelo que permite a união entre partidos para concorrer às eleições e substitui as antigas coligações, embora sob outras regras.
Desta forma, já será possível termos uma melhor visão do tabuleiro eleitoral. Quem serão os possíveis candidatos? Quem estará disposto a abrir mão de uma candidatura em 'nome de um grupo', ou de 'um projeto maior'? Quem estará disposto a ser protagonista nas próximas eleições? e quem não passará de coadjuvante? Perguntas que começarão a ser respondidas até 4 de abril.
Definições sobre candidaturas que só serão concretizadas no período das convenções (20 de julho a 5 de agosto), passam pelo prazo de renuncia e desincompatibilização de cargos.
Nestas eleições, além do cargo de presidente da República e vice, também estarão em disputa as cadeiras de governador e vice em 26 estados e mais o Distrito Federal, as 54 vagas ao Senado (dois terços do total de 81), as 513 cadeiras para deputado federal, distribuídas entre os estados, e também as vagas para deputado estadual nas Assembleias Legislativas, sendo que cada uma tem um número pré-definido de integrantes. No Paraná, por exemplo, são 54 cadeiras.
Expectativas
No Paraná, a expectativa maior é pela decisão do governador Carlos Massa Ratinho Junior, principal nome do PSD para disputar a Presidência da República. Para isso, precisará renunciar. Em nível nacional, também existe a expectativa pela definição de outro governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo. Embora tenha declarado que irá concorrer à reeleição no maior estado do país, seu nome continua cotado para presidente.
São apenas dois exemplos das inúmeras definições a serem tomadas até 4 de abril país adentro. Enquanto isso, que aproveitem os dias de Carnaval, porque depois da Quarta-Feira de Cinzas, o 'bicho vai pegar', como dizem no interior do Paraná! (Imagem criada por IA)