Há 14 anos, o Núcleo Promocional Pequeno Anjo realiza um trabalho contínuo de acolhimento institucional de crianças em situação de vulnerabilidade social em Ponta Grossa. A instituição atua no formato de casas-lares, oferecendo um ambiente seguro, organizado e afetivo para crianças que chegam após situações de negligência, abandono ou direitos violados.
Atualmente, o Pequeno Anjo mantém quatro casas, estruturadas como lares, com rotina, cuidado e acompanhamento diário. O atendimento é voltado prioritariamente a crianças de 0 a 6 anos, com exceções em casos de grupos de irmãos, preservando vínculos familiares e o caráter humano do acolhimento.
O trabalho desenvolvido vai além da proteção física. No Pequeno Anjo, as crianças encontram estabilidade, atenção individualizada, acesso à educação, saúde e a possibilidade de reconstruir sua trajetória em um ambiente de respeito e dignidade. A instituição conta com profissionais contratados, cuidadoras responsáveis diretas nas casas e equipe pedagógica, garantindo cuidado qualificado e continuidade no atendimento.
Segundo a presidente da instituição, Kelly Cristina Bida da Costa, o maior desafio está na manutenção diária da estrutura. “Por funcionar de forma organizada e acolhedora, muitas pessoas acreditam que o Pequeno Anjo não enfrenta dificuldades. Na realidade, manter esse trabalho exige esforço constante, planejamento e o apoio da comunidade. Embora a instituição receba repasses públicos, eles não contemplam todas as despesas, o que torna fundamentais as doações”, destaca.
Ao longo de sua trajetória, a atuação do Pequeno Anjo impactou diretamente a vida de centenas de crianças e famílias, seja por meio do retorno ao convívio familiar, seja pela adoção. O trabalho desenvolvido reafirma a importância de iniciativas do terceiro setor que colocam o cuidado, a proteção e o afeto no centro das políticas de acolhimento.
Mais do que um espaço de atendimento, o Pequeno Anjo se consolidou como um projeto que transforma vidas e reforça o papel da comunidade na construção de um futuro mais justo para a infância. (Com assessoria. Foto: Divulgação)