Eleições Política

Racha entre Rangel e Plauto resulta em 31 exonerações na Prefeitura

Um dia após o racha entre o prefeito Marcelo Rangel (PSDB) e o deputado estadual Plauto Miró Guimarães Filho (DEM), com o anúncio da saída do Democratas do Governo Municipal, um total de 31 cargos foram exonerados em várias secretárias e autarquias da Prefeitura nesta quarta-feira (15). Os decretos com as exonerações estão na edição desta quarta do Diário Oficial do Município e, pelo que consta, todos teriam sido indicados pelo DEM.

Na terça-feira, depois que o governo foi informado da saída do DEM da base, pelos vereadores do partido, Mingo Menezes e Sebastião Mainardes Junior, a direção municipal da sigla emitiu uma nota oficial em que comunicava a decisão. A justificativa foi a não concordância com algumas ações da administração municipal e o fato de que o partido prefere ficar sem amarras diante do processo eleitoral que se aproxima.

Mais tarde, o prefeito Marcelo Rangel anunciou que os três secretários do DEM decidiram permanecer em seus cargos: Eduardo Marques (CPS), Paulo Barros (Meio Ambiente) e Roberto Pelissari (AMTT). Fato que desagradou o líder do DEM em Ponta Grossa, deputado Plauto Miró, que deu três dias para que saiam do partido, ou serão expulsos.

Clima tenso

O clima ficou tenso demonstra bem que a guerra eleitoral já começou. E apesar de os secretários permanecerem no Governo, com o compromisso de deixarem o partido, na terça mesmo o prefeito e sua equipe decidiram pela exoneração dos cargos indicados pelo DEM. Fato que se concretizou nesta quarta.

A ruptura entre Plauto e Rangel começou depois da aproximação do DEM com o pré-candidato a prefeito, Marcio Pauliki (SD), adversário político de Rangel, e se agravou com a declaração pública de Pauliki, via redes sociais, dando conta de que o DEM aderiu ao seu projeto de governo para a Prefeitura. Resultado: chega ao fim a parceria DEM\Rangel que perdurava desde as eleições de 2012.

Candidatura da base

O prefeito e seu grupo ainda não anunciaram quem será o candidato à sucessão de Rangel, o que tem incomodado alguns aliados políticos que integram o Governo. Muito embora a candidata natural seja a vice-prefeita, Elizabeth Schmidt (PSD), o ‘martelo ainda não está batido’. O entendimento de Rangel no momento é de que a prioridade é o combate ao novo coronavírus, e que ainda não é o momento de tratar de sucessão. Entretanto, diante da incerteza de quem terá o apoio de Rangel, muitos ‘aliados’ já estão procurando guarida em outras pré-candidaturas tidas no momento como mais viáveis, incluindo a do próprio Marcio Pauliki e também a do deputado federal Aliel Machado (PSB).

Outro fato que, pelo que se sabe, tem deixado dúvidas nos aliados do Governo, é a pré-candidatura do ex-secretário de Obras, Márcio Ferreira. O entendimento é de que, para a candidatura governista ir ao segundo turno, é preciso união desde o primeiro turno, o que não ocorrerá se Ferreira e Elizabeth forem candidatos. “Quem tem dois candidatos não tem nenhum”, disse um interlocutor ao Blog.

Tudo isso mostra que a campanha eleitoral já começou. E promete!

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