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Destaques 29/10/2026

SECOVI-PR destaca os reflexos positivos dos investimentos públicos no desenvolvimento imobiliário

A cidade de Ponta Grossa foi citada como um bom exemplo

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SECOVI-PR destaca os reflexos positivos dos investimentos públicos no desenvolvimento imobiliário

O sucesso imobiliário de uma cidade não depende apenas da construção de novos empreendimentos. Antes de chegar aos imóveis, aos condomínios e aos novos loteamentos, o desenvolvimento passa pela infraestrutura urbana, pela mobilidade, pela qualidade das vias, pela oferta de serviços públicos e pela capacidade de uma cidade de criar condições para que moradores, empresas e investidores encontrem um ambiente adequado para viver e empreender.

Essa é uma das bandeiras defendidas pelo SECOVI-PR, que acompanha as transformações urbanas e participa de discussões sobre planejamento e desenvolvimento em diferentes regiões do Estado.

Para a entidade, investimentos públicos em novas ligações entre bairros, pavimentação de qualidade, unidades de saúde, escolas, iluminação e segurança pública produzem efeitos que ultrapassam os limites das obras. Uma cidade com melhor mobilidade reduz deslocamentos, facilita o acesso aos serviços e cria novas possibilidades para o comércio e para a instalação de empresas. Vias em boas condições também contribuem para reduzir gastos inesperados de motoristas e empresas com manutenção de veículos.

O movimento pode abrir espaço para uma segunda etapa, protagonizada pela iniciativa privada. À medida que regiões passam a contar com infraestrutura e maior circulação de pessoas, aumentam as condições para a instalação de supermercados, lojas, farmácias, escolas, academias, restaurantes, escritórios e outros serviços. A consequência é a criação de empregos, geração de renda e ampliação da atividade econômica.

A valorização imobiliária aparece nesse processo como consequência, e não como finalidade isolada. Para o SECOVI-PR, o principal indicador de uma transformação urbana deve ser a melhoria das condições de vida da população. Quando uma região recebe infraestrutura e serviços, o mercado imobiliário passa a refletir, entre outros fatores, essa transformação.

“A representatividade de uma categoria é a principal função de uma entidade. Quando profissionais de uma determinada área se unem para demonstrar o peso que possuem, podem exigir melhorias que beneficiam toda a sociedade. Cada segmento de um país, de um Estado, de uma cidade tem valor e, quando eles se unem em torno de uma instituição, fortalecem não apenas aquele grupo, mas a comunidade de forma integral. É o caso do SECOVI-PR. O desenvolvimento imobiliário está diretamente relacionado à qualidade de vida das pessoas. Quando reivindicamos investimentos públicos das diferentes esferas de governo, não pensamos apenas nas empresas associadas e seus profissionais, mas no bem-estar coletivo. O SECOVI-PR é uma instituição sólida que cresce todos os dias, reunindo empresários preocupados com o desenvolvimento sustentável do nosso Estado através do fortalecimento contínuo do setor imobiliário”, constata Carlos Ribas Tavarnaro, presidente do SECOVI-PR.

Ponta Grossa como exemplo

Para o SECOVI-PR, Ponta Grossa, nos Campos Gerais, é um exemplo de como investimentos públicos, planejamento urbano e iniciativa privada podem participar de um mesmo processo de transformação.

Nos últimos anos, o município ampliou investimentos em infraestrutura, saúde e educação. Em 2024, a Prefeitura informou investimentos superiores a R$ 900 milhões somando as três áreas. Em 2025, esse volume ultrapassou R$ 1 bilhão, com R$ 508 milhões destinados à Educação, R$ 354 milhões à Saúde e mais de R$ 155 milhões em Infraestrutura.

Na parte viária, um dos exemplos é a contratação de 75 quilômetros de pavimentação em 26 vilas, em contratos que ultrapassaram R$ 135 milhões. Em 2024, a Prefeitura também lançou uma licitação superior a R$ 156 milhões para obras de pavimentação em pelo menos 20 pontos da cidade, incluindo mais de 220 ruas. O projeto contemplou, entre outras intervenções, a ligação entre a Vila DER e a Colônia Dona Luiza e a duplicação da Rua Valério Ronchi, entre Uvaranas e Neves.

Outro exemplo recente é a ligação da Avenida Anita Garibaldi, entre Órfãs e Boa Vista. A obra criou uma nova conexão viária entre as duas regiões, com investimento municipal informado em aproximadamente R$ 12 milhões, ampliando as alternativas de deslocamento e contribuindo para a distribuição do tráfego em outros corredores da cidade. A ligação foi oficialmente aberta em setembro deste ano.

Na saúde, a Prefeitura vem executando obras de construção e modernização de Unidades Básicas de Saúde (UBSs) em diferentes bairros. Em 2024, foram anunciadas novas unidades no São José e no Jardim Los Angeles, além de novos superpostos de saúde na Vila Cipa e no Jardim Royal e uma UBS no Núcleo Santa Luzia.

Ponta Grossa tem realizado investimentos importantes em infraestrutura e serviços públicos, e isso cria um ambiente urbano mais preparado para receber novos empreendimentos. É importante reconhecer esse esforço e, ao mesmo tempo, continuar discutindo quais são as próximas necessidades da cidade. Desenvolvimento urbano é um processo contínuo.

Infraestrutura e atração de investimentos

O momento econômico vivido por Ponta Grossa também evidencia a dimensão que a infraestrutura urbana pode assumir dentro de um ciclo de desenvolvimento. A cidade reúne atualmente grandes projetos industriais, entre eles a nova fábrica da Nissin Foods, com investimento estimado em R$ 1 bilhão, e a fábrica da XBRI Pneus, com aporte previsto de R$ 1,5 bilhão. Juntas, elas devem criar pelo menos mil empregos diretos.

A instalação desses empreendimentos envolve diferentes fatores, como localização, logística, mão de obra, incentivos e ambiente de negócios. No caso da XBRI, a própria empresa apontou a logística do Paraná, a receptividade e o apoio governamental entre os fatores considerados na escolha.

Para o SECOVI-PR, grandes investimentos industriais e comerciais também exigem que o poder público acompanhe o crescimento com infraestrutura urbana, mobilidade, equipamentos públicos e serviços capazes de atender à população que será atraída pela expansão econômica.

O projeto “Viva o Centro de Ponta Grossa”

A própria atuação do SECOVI-PR em Ponta Grossa oferece um exemplo concreto dessa visão de desenvolvimento.

Em maio deste ano, o Conselho de Desenvolvimento Econômico de Ponta Grossa (CDEPG), órgão que reúne representantes da sociedade civil organizada, aprovou a proposta de requalificação da região central apresentada por Carlos Ribas Tavarnaro. A iniciativa prevê revisão de aspectos da legislação urbanística, criação de projetos-piloto e medidas destinadas a estimular a ocupação dos imóveis, melhorar os espaços públicos e fortalecer a atividade econômica da região.

Em julho, o projeto “Viva o Centro de Ponta Grossa” recebeu apoio formal da Prefeitura. A proposta passou a ser discutida conjuntamente pelo poder público e pelas entidades representativas da sociedade civil, com medidas relacionadas à mobilidade, pavimentação, iluminação, passeios públicos, segurança, recuperação de imóveis comerciais vazios e estímulo à moradia na região central. Entre as possibilidades apresentadas está a criação de uma via gastronômica na Rua XV de Novembro.

A iniciativa também ganhou espaço no debate público local. Reportagens registraram manifestações favoráveis de entidades como a Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG), o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Ponta Grossa (IPLAN) e o Sindicato do Comércio Varejista de Ponta Grossa e Região (Sindilojas) em torno da necessidade de planejamento e da possibilidade de impactos sobre comércio, turismo, habitação e qualidade de vida.

O projeto segue uma lógica que o SECOVI-PR pretende levar para outras discussões: aproximar o setor privado do poder público sem substituir as responsabilidades de cada um. Cabe ao Estado e aos municípios planejar e executar políticas públicas; cabe às entidades representativas contribuir com conhecimento, diagnósticos e propostas construídas a partir da experiência de seus setores.

“Ao ouvir a sociedade civil organizada, o poder público demonstra maturidade. Os investimentos devem ser feitos sempre com foco em facilitar o cotidiano das pessoas. Por isso, o SECOVI-PR está sempre atento aos anúncios feitos pelos governantes. Quando aplicamos bem o dinheiro dos impostos, o ganho social é líquido e certo. Por conta dessa atuação firme e serena, temos atraído cada vez mais aliados que entendem a importância da união dentro de um segmento social e os reflexos positivos que esse fortalecimento gera”, afirma Mari Kermelin Meira, diretora de Comunicação e Marketing da Regional Campos Gerais do SECOVI-PR.

Desenvolvimento urbano é responsabilidade compartilhada

A discussão sobre infraestrutura não se limita ao setor imobiliário. Pavimentação, mobilidade, saúde, educação, segurança, iluminação, saneamento e espaços públicos interferem diretamente na rotina da população e na capacidade de uma cidade receber novos moradores, empresas e investimentos.

O Governo do Paraná informa que, nos últimos sete anos, foram disponibilizados R$ 34,5 bilhões para projetos de infraestrutura urbana por meio da Secretaria das Cidades, incluindo programas de pavimentação, iluminação, escolas e outros equipamentos municipais. Para 2026, o Estado projetou mais de R$ 6,4 bilhões em investimentos nos municípios paranaenses, incluindo R$ 700 milhões para novas fases do programa Asfalto Novo, Vida Nova.

Para o SECOVI-PR, a participação das entidades da sociedade civil nesse processo é uma forma de contribuir para que as decisões públicas considerem as necessidades de quem vive, trabalha e investe nas cidades.

A entidade defende que o desenvolvimento urbano deve ser contínuo e planejado, acompanhando o crescimento demográfico e econômico dos municípios. Nesse cenário, o mercado imobiliário participa como parte de uma cadeia mais ampla, que envolve construção, comércio, serviços, empregos, arrecadação e qualidade de vida.

“A valorização imobiliária é importante para o setor, mas ela não pode ser analisada de maneira isolada. Antes de um imóvel valorizar, é preciso que a cidade ofereça condições para que as pessoas queiram morar, trabalhar, estudar, consumir e investir naquela região. É essa visão mais ampla de desenvolvimento urbano que o SECOVI-PR procura defender”, conclui o presidente Carlos Tavarnaro. (Com assessoria. Foto: Divulgação)