A prefeita de Ponta Grossa, Elizabeth Schmidt (PL), apresentou queixa-crime contra o ex-servidor comissionado - durante o governo de Marcelo Rangel - Guilherme Andrigo Pikunas, por uma publicação que a acusa de usar dinheiro público para financiar pessoas ligadas a um episódio criminal de 2013.
A defesa sustenta que a imputação é falsa, não apresenta prova de pagamento e foi construída para atingir Elizabeth e o candidato a deputado estadual apoiado pela prefeita, o vereador Julio Kuller (PL), às vésperas da eleição. Nesta quinta-feira (1º), Kuller anunciou que também acionará o Judiciário contra o autor.
Protocolada em 30 de setembro perante a 3ª Vara Criminal, a queixa pede responsabilização por calúnia ou, subsidiariamente, difamação. Também requer a retirada do vídeo em 24 horas, sob multa diária de R$ 10 mil, e a proibição de republicação da acusação.
O vídeo foi publicado no Instagram em 29 de setembro e relembra o desaparecimento da então vereadora do PT, Ana Maria, em 2013. Na época, a Justiça reconheceu o episódio como simulação de sequestro, comunicação falsa de crime, falso testemunho e fraude processual. O vídeo afirma, de maneira criminosa, que “JK Sequestrou / E a Betinha está bancando com o seu dinheiro”.
Sem provas
A petição rechaça as acusações, mencionando que Elizabeth sequer era prefeita naquele período. E que a publicação tampouco identifica contrato, transferência, pagamento ou documento que sustente a acusação financeira. Os advogados da prefeita repudiam, ainda, a utilização e edição de imagens fora de contexto, e diz que as falsas acusações foram feitas para denegrir a prefeita e Julio Kuller às vésperas das eleições.
Ontem (30), Julio Kuller também reagiu sobre as ofensas nas suas redes sociais. Ele afirmou que o candidato ao governo do Estado, Sergio Moro, e a prefeita Elizabeth estão sendo agredidos sistematicamente pelos adversários. E que várias fake news contra a sua candidatura também foram disseminadas para prejudicar sua imagem.
“Nós não temos medo de bandido. As acusações falsas mostram o desespero dos nossos adversários políticos. Eles sabem que venceremos as eleições e estão com pânico de perder o poder”, disse.
Hoje (1º) pela manhã, Julio Kuller confirmou que também buscará responsabilização judicial pela publicação e pela atuação criminosa do ex-servidor. “Ele e os políticos para quem trabalha receberão a resposta que merecem nas urnas e na Justiça”, concluiu. (Com assessoria)