Em debate político sobre a situação da saúde pública no Estado do Paraná, o candidato a governador Requião Filho (PDT) fez duras críticas à atual gestão estadual e apresentou as suas diretrizes para reestruturar o atendimento à população. Entre as principais denúncias apontadas pelo candidato estão o aumento significativo nas filas de espera, a falta de infraestrutura e a dependência excessiva de terceirizações no setor.
Durante o confronto de propostas, Requião Filho apontou o papel fundamental do seu vice, Michele Caputo, que é ex-secretário de Saúde e conhece profundamente os gargalos do setor no estado. O candidato destacou que a fila de espera para transplantes no Paraná teve um crescimento drástico, citando que o número de pacientes a aguardar por transplantes de córnea, por exemplo, ultrapassa a marca de 3 mil pessoas.
O candidato questionou a eficiência da atual administração ao lembrar de unidades hospitalares que não funcionam na sua capacidade total, como o caso do Hospital de Guarapuava, e problemas observados no Hospital Regional do Litoral e em Toledo.
Requião Filho criticou ainda a escassez de concursos públicos para a contratação de médicos, enfermeiros e equipa técnica no setor público, apontando que o modelo de terceirizações adotado tem custado caro aos cofres públicos sem entregar um serviço de qualidade aos paranaenses.
Propostas na área da Saúde
Focado em transformar a realidade do atendimento no Estado, Requião Filho reafirmou o seu compromisso em realizar uma gestão pautada pela eficiência, responsabilidade financeira e foco nas pessoas. As suas principais propostas para a saúde pública incluem:
Regionalização e Descentralização da Saúde
Fim do deslocamento exaustivo de doentes. O objetivo é garantir que a população encontre atendimento de qualidade perto de casa, evitando que pacientes precisem viajar longas horas em autocarros, vans ou ambulâncias para realizar consultas, exames ou procedimentos.
Centros Regionais de Hemodiálise e Quimioterapia
Implementação de centros especializados em cada uma das regiões de saúde do Paraná. A medida visa assegurar um tratamento digno e humanizado para doentes renais e oncologicos, eliminando as viagens rotineiras de 6 a 8 horas pelas estradas do estado.
Fortalecimento das Parcerias com Hospitais Filantrópicos
Firmar convênios estruturados com Santas Casas e hospitais comunitários e filantrópicos que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS), criando redes regionais de referência para cobrir as deficiências do Estado e reduzir a pressão sobre os grandes centros.
Valorização do Quadro de Pessoal
Realização de investimentos reais nos profissionais de saúde e incentivo ao serviço público, reduzindo a dependência de contratos terceirizados e fortalecendo o quadro efetivo de saúde.
"A saúde do Paraná precisa de gestão, eficiência e respeito com as pessoas. Não podemos aceitar que um paciente passe horas numa estrada para fazer quimioterapia ou hemodiálise e depois tenha de enfrentar o mesmo trajeto de volta. A nossa prioridade é regionalizar o atendimento, valorizar os profissionais e garantir um serviço público digno para todos os paranaenses", afirmou Requião Filho. (Com assessoria. Foto: Divulgação)