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Eleições 28/09/2026

Quem mora sozinho também precisa entrar na conta das políticas públicas, diz Curi

Candidato ao Senado defende políticas que acompanhem as mudanças na sociedade, com cidades mais seguras, serviços públicos próximos, acesso à saúde, mobilidade e atenção ao envelhecimento da população

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Quem mora sozinho também precisa entrar na conta das políticas públicas, diz Curi

A casa tem uma pessoa só. Mas as contas continuam chegando, o deslocamento precisa ser feito, a segurança importa e, quando surge um problema de saúde, nem sempre existe alguém por perto para ajudar.

Morar sozinho deixou de ser uma exceção no Brasil. Segundo o Censo 2022, 18,9% das unidades domésticas do país eram formadas por apenas uma pessoa. O número de brasileiros vivendo sozinhos chegou a 13,7 milhões, quase três vezes o registrado em 2000. É uma transformação que também exige uma nova maneira de pensar as políticas públicas.

Candidato ao Senado do Paraná, Alexandre Curi defende que os programas governamentais acompanhem as mudanças da sociedade e as diferentes realidades da população. Isso inclui quem constituiu família, quem vive com os filhos, quem está começando a vida adulta e também quem, por escolha ou circunstância, mora sozinho. “Eu sempre fiz uma política de resultados e muito próxima das pessoas”, tem afirmado Curi nas entrevistas durante a campanha.

Para ele, políticas públicas eficientes precisam partir da vida real das pessoas e das características de cada região. “Eu conheço os 399 municípios do Paraná, sei a vocação e a demanda de cada região”, afirma.

Uma realidade que também passa pelo envelhecimento

Existe um componente importante nessa transformação: o envelhecimento da população. Entre as pessoas que viviam sozinhas no Brasil em 2022, 41,8% tinham 60 anos ou mais. Entre as mulheres que moravam sozinhas, essa proporção chegava a 57,5%, segundo o IBGE. Isso amplia o debate para muito além da moradia.

Uma pessoa idosa que vive sozinha precisa conseguir chegar a uma unidade de saúde, fazer exames, comprar medicamentos, utilizar o transporte público, caminhar com segurança pelas ruas e acessar serviços públicos sem depender permanentemente de filhos ou familiares.

É justamente a descentralização dos serviços uma das bandeiras defendidas por Curi. Na saúde, o candidato tem chamado atenção para a necessidade de fortalecer hospitais e Santas Casas do interior e ampliar a capacidade de atendimento nas diferentes regiões do Paraná. “O cidadão quer ter um serviço de excelência. Ele quer ser atendido”, afirmou em uma das sabatinas durante a campanha.

A lógica defendida por Curi é aproximar exames, consultas, especialistas e procedimentos da população. Para quem mora sozinho, especialmente na terceira idade, reduzir deslocamentos pode significar mais autonomia e qualidade de vida.

Cidades precisam funcionar para quem depende delas

O mesmo raciocínio vale para mobilidade e infraestrutura urbana. Quem mora sozinho depende ainda mais de uma cidade capaz de oferecer serviços próximos, transporte eficiente, ruas bem iluminadas, calçadas acessíveis e espaços públicos seguros.

É uma discussão que conversa diretamente com a visão de modernização dos municípios defendida por Curi. Ao falar sobre o programa Paraná Inteligente, que ajudou a criar na Assembleia Legislativa, ele tem defendido o uso da tecnologia para facilitar a relação entre cidadão e poder público. “Governo moderno é aquele que facilita a sua vida. Transparência para você fiscalizar, inovação para o governo funcionar e eficiência para fazer o dinheiro público render mais”, afirmou.

Isso significa ampliar serviços digitais, diminuir deslocamentos desnecessários e permitir que procedimentos que antes exigiam uma viagem ou horas em uma repartição possam ser resolvidos pelo celular ou no próprio município. Para quem vive sozinho, simplificar a relação com o Estado significa também ganhar independência.

Segurança começa no bairro

A segurança pública é outro ponto importante. Curi tem defendido investimentos em tecnologia, inteligência, monitoramento e integração das forças de segurança, além de mudanças na legislação penal.

Mas existe também uma dimensão cotidiana da segurança: iluminação pública, ocupação dos espaços urbanos, transporte, monitoramento e planejamento das cidades.

São políticas que afetam toda a população, mas ganham uma importância particular para quem retorna sozinho para casa à noite, para mulheres que vivem sozinhas e para idosos. “Tecnologia tem que melhorar a vida das pessoas”, tem defendido Curi ao tratar da modernização das cidades.

A ideia é fazer com que inovação não seja apenas uma palavra associada a grandes projetos, mas uma ferramenta para tornar os municípios mais seguros, eficientes e preparados para as novas características da população.

Uma política pública não pode presumir que sempre existe alguém em casa

As mudanças demográficas colocam ainda outro desafio para os governos. Durante décadas, muitas políticas foram construídas tendo como referência uma estrutura domiciliar composta por várias pessoas. Essa realidade está mudando.

O Censo mostra que quase uma em cada cinco unidades domésticas brasileiras já possui apenas um morador. Isso não significa substituir políticas destinadas às famílias. Significa reconhecer que existem diferentes formas de organização da vida cotidiana e que todas elas utilizam saúde, segurança, transporte, habitação e serviços públicos.

Para Curi, ouvir essas diferentes realidades deve fazer parte da própria maneira de construir políticas públicas. “Eu sempre dialoguei com todos. Sempre dialoguei com quem pensa como eu e também respeito e dialogo com quem pensa de forma diferente. É o diálogo que está faltando neste país”, afirmou.

Preparar o Paraná para uma nova realidade

Pensar em quem mora sozinho também significa olhar para o futuro. O Brasil está envelhecendo, os domicílios estão menores e milhões de pessoas vivem hoje de uma maneira diferente daquela de algumas décadas atrás.

A resposta do poder público passa por combinar políticas de habitação com saúde regionalizada, cidades acessíveis, segurança, mobilidade, tecnologia e serviços públicos mais próximos. É uma discussão que Curi pretende levar ao Senado dentro de uma agenda mais ampla de fortalecimento dos municípios. “Eu vou ser um senador presente, um senador resolutivo, um senador que vai defender o meu Estado”, afirmou.

Para o candidato, colocar o Paraná em primeiro lugar também significa compreender como os paranaenses vivem hoje e preparar as cidades para como viverão amanhã. (Com assessoria - Foto: Divulgação)