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Quinta-feira, 10 de setembro de 2026
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Eleições 10/09/2026

Em conversa com arcebispo de Curitiba, Requião Filho defende uma política que cuida das pessoas

O encontro teve como ponto central uma reflexão sobre o momento político e desafios sociais

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Em conversa com arcebispo de Curitiba, Requião Filho defende uma política que cuida das pessoas

O candidato ao Governo do Paraná Requião Filho (PDT) esteve na Arquidiocese de Curitiba nesta quinta-feira (10) para uma conversa com o arcebispo metropolitano, Dom José Antônio Peruzzo. O encontro teve como ponto central uma reflexão sobre o momento político e desafios sociais que, muitas vezes, ficam fora do debate eleitoral.

Ao longo da conversa, Dom Peruzzo compartilhou sua visão sobre a importância de uma política pautada na compreensão dos problemas e na construção de soluções. Requião Filho destacou que tem colocado o cuidado com as pessoas no centro de suas propostas, olhando para realidades que precisam ser enfrentadas no Paraná, como a necessidade de ampliar e qualificar o cuidado com a saúde em todo o Estado.

O arcebispo reforçou sua preocupação com a situação da população idosa, especialmente daqueles que já não conseguem sair de casa ou realizar sozinhos atividades básicas do cotidiano e que dependem do cuidado permanente de familiares, cuidadores e instituições. Dom Peruzzo, que atua junto à Pastoral da Pessoa Idosa (PPI), chamou atenção para uma parcela da população que nem sempre aparece no debate público, mas que precisa de cuidado e atenção.

“O grande pobre que aparece nos meus olhos, entre muitos pobres que temos, é aquele idoso que já cuidou de todo mundo e que agora precisa ser cuidado”, relatou.

Para Requião Filho, esse olhar precisa estar presente na formulação das políticas públicas. Segundo ele, construir estruturas físicas não é o bastante em cenários em que faltam profissionais, cuidadores, recursos e planejamento para garantir o atendimento no dia a dia. 

“Não adianta fazer um espaço para idosos e depois perguntar: quem vai estar lá? Quem vai estar tocando? Qual é a parceria? Quem serão os profissionais? Quem serão os cuidadores?”, questionou.

A conversa também passou pelo trabalho desenvolvido pelas pastorais, que muitas vezes chegam a lugares onde o poder público não consegue estar presente. Dom Peruzzo relatou experiências envolvendo milhares de voluntários no Paraná, além de iniciativas de apoio a imigrantes, como aulas de português e auxílio em processos de documentação.

Outro ponto destacado durante o encontro foi a necessidade de ir além das respostas imediatas. Para Requião Filho, políticas públicas precisam enfrentar as causas dos problemas e não apenas administrar suas consequências.

“Às vezes a gente trata o sintoma, mas não trata a causa. É como colocar uma pessoa numa UTI, mantê-la nos aparelhos e não tratar a doença. Na semana seguinte, o problema volta”, afirmou.

A reflexão também levou à discussão sobre os critérios utilizados para pensar o desenvolvimento de uma sociedade. Dom Peruzzo questionou uma visão que considera apenas a produtividade e os resultados econômicos, lembrando que crianças, idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade também precisam estar no centro das decisões e das políticas públicas.

Para Requião Filho, a conversa reforçou a convicção de que discutir o futuro do Paraná exige olhar para além da disputa política e das soluções fáceis.

“Eu não quero fazer uma política de pedidos. As parcerias serão necessárias. A gente precisa conversar, entender o que funciona e construir políticas que realmente cuidem das pessoas”, finalizou. (Com assessoria. Foto: Divulgação)