Durante sabatina realizada na manhã desta quinta-feira (27), o candidato ao Governo do Paraná, Requião Filho (PDT), defendeu a ampliação da rede de proteção às mulheres vítimas de violência e a criação de centros regionais de atendimento que ofereçam, em um mesmo espaço, acolhimento, atendimento médico e suporte psicológico.
Ao ser questionado sobre quais medidas prevê para aprimorar o atendimento à mulher vítima de violência, Requião Filho destacou que o enfrentamento ao problema não pode se limitar à existência de delegacias especializadas. Segundo ele, é necessário garantir atendimento adequado e disponível também fora do horário comercial.
“Não é só a delegacia, é o acolhimento”, afirmou. O candidato lembrou que muitas delegacias da Mulher funcionam em horário comercial, deixando vítimas sem um local adequado para buscar ajuda quando a violência ou a ameaça ocorre durante a noite.
Para Requião Filho, além da ampliação do horário de atendimento, é fundamental preparar os profissionais que recebem essas mulheres. “No momento de desespero, de dor, onde ela vai ser acudida pelo Estado, ela é novamente revitimizada. E isso é falta de preparo, falta de treinamento”, declarou.
Como proposta, o candidato defendeu a criação de hospitais regionais da Mulher e da Infância e de estruturas semelhantes à Casa da Mulher Brasileira, mas com atendimento regionalizado e integrado. A ideia é oferecer não apenas atendimento para casos de violência, mas também exames, cuidados médicos, acolhimento psicológico e assistência imediata às vítimas.
“Já sofrem muito, tem muita coragem de ir lá fazer a denúncia e depois disso ela é abandonada. Isso não pode acontecer”, afirmou. Requião Filho também destacou a necessidade de ampliar o acompanhamento psicológico oferecido pelo Estado e investir na capacitação dos agentes públicos responsáveis pelo primeiro atendimento.
Proteção após a denúncia - Outro ponto levantado pelo candidato foi a necessidade de garantir proteção às mulheres depois que a denúncia é registrada. Requião Filho ressaltou que parte significativa dos casos mais graves de violência ocorre justamente após a vítima já ter procurado as autoridades.
Nesse contexto, defendeu a utilização de tecnologias de monitoramento para proteger as mulheres e controlar agressores, citando tornozeleiras eletrônicas para os acusados e dispositivos de alerta para as vítimas.
“O Plano Contra o Feminicídio do Governo Federal oferece de graça para o Estado tornozeleiras para o agressor e pulseiras que informam a mulher que o seu agressor está por perto, para que ela se proteja ou peça ajuda”, afirmou.
O candidato lembrou o atraso de 6 meses na adesão do governo Ratinho Jr. ao Pacto de Enfrentamento ao Feminicídio e afirmou que medidas de proteção precisam ser implementadas de forma integrada entre os diferentes órgãos públicos, sem foco em disputa política.
Para Requião Filho, combater a violência contra a mulher exige uma política permanente, com prevenção, acolhimento, atendimento especializado, proteção após a denúncia e integração entre saúde, segurança e assistência social.
A proposta, segundo ele, é transformar a rede de atendimento para que a mulher que procura o Estado em uma situação de violência encontre não apenas uma porta fechada para registrar a ocorrência, mas uma estrutura capaz de proteger e acompanhar a vítima durante todo o processo. (Com assessoria. Foto: Divulgação)