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Cidades 05/05/2026

Servidor alvo de Operação em Carambeí é exonerado e prefeita abre sindicância

Investigação da Polícia Civil apura a participação do diretor do Departamento de Informática em um esquema de fraude em licitações. Prefeita Elisangela Pedroso abriu sindicância para apurar irregularidades

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Servidor alvo de Operação em Carambeí é exonerado e prefeita abre sindicância

Alvo de uma operação da Polícia Civil do Paraná nesta terça-feira (5), o diretor do Departamento de Informática da Prefeitura de Carambeí foi exonerado do cargo pela prefeita Elisangela Pedroso e uma comissão de sindicância foi instaurada para apurar o caso. Ele é suspeito de participação em um esquema de fraude em licitações.

A operação da Polícia teve como objetivo apurar crimes de fraude em licitações, manipulação de dados públicos e lavagem de dinheiro no município de Carambeí. Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em residências, empresas investigadas e também na sede da Prefeitura.

A prefeita se manifestou sobre o caso através de suas redes sociais, dizendo se tratar de um dia atípico e que também foi pega de surpresa, assim como a população. Elisangela frisou se tratar de um único servidor e que o mesmo foi exonerado tão logo teve conhecimento do episódio. Ela também enfatizou que uma comissão de sindicância interna foi instaurada para averiguar as possíveis irregularidades.

Segundo a prefeita, os policiais realizaram buscas na Prefeitura, apreendendo equipamentos e documentos que estavam sob responsabilidade do investigado.

Elisângela destacou ainda que a Prefeitura está colaborando com as autoridades e tem interesse direto no esclarecimento dos fatos o mais rápido possível. Também colocou a administração à disposição para contribuir com as investigações.

Em nota oficial, a Prefeitura confirmou que tomou conhecimento da operação e reforçou que segue fornecendo todas as informações necessárias às autoridades competentes.

Prisões

Durante a operação da Polícia Civil, dois homens foram presos em flagrante por posse irregular de arma de fogo. Além disso, os policiais apreenderam dinheiro em espécie e diversos equipamentos eletrônicos que devem contribuir para o avanço das investigações.

Conforme as apurações, o servidor investigado teria articulado um sistema com empresas de fachada para desviar recursos públicos, utilizando contratos de serviços que não teriam sido prestados ou com processos licitatórios sem concorrência efetiva.

A investigação teve início em fevereiro deste ano, após surgirem indícios de falsificação de orçamento em uma licitação para contratação de sinal de internet, utilizado na transmissão de eventos da Prefeitura. Também há suspeitas de que dados relacionados ao contrato tenham sido excluídos do Portal da Transparência.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, empresas ligadas ao servidor vinham sendo beneficiadas em processos licitatórios desde 2022. O inquérito segue em andamento, com o objetivo de identificar todos os envolvidos e calcular o prejuízo causado aos cofres públicos.