O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, foi oficializado como pré-candidato do PSD à Presidência da República na tarde de segunda-feira (30), durante entrevista coletiva na sede do partido, em São Paulo.
A decisão foi anunciada pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, que agradeceu a participação dos governadores do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e do Paraná, Ratinho Junior, no processo de escolha do nome que representará o partido nas eleições de outubro. Ratinho Junior desistiu de uma candidatura na semana passada - leia AQUI.
Kassab classificou a decisão como “muito difícil” e ao mesmo tempo um “privilégio”. “Porque é um privilégio para o partido definir uma escolha tendo três excelentes candidatos, três governadores muito bem avaliados em seus Estados”, afirmou.
Caiado deve atingir uma parte do eleitorado de direita e dividir votos com o candidato do PL, o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e que tem a maior entrada entre os direitistas radicais.
Caiado vai buscar quebrar a polarização entre equesda e direita, representada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo clã Bolsonaro. Uma missão nada fácil, mas que pode vir a ter algum êxito na faixa de eleitores que nutrem forte rejeição aos candidatos da polarização.
Quem lamentou não ser o escolhido pelo PSD para ser candidato pela legenda foi o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Em vídeo publicado em suas redes sociais, ele não escondeu a frustração em não ser o candidato. Porém, afirmou que seguirá com seu compromisso por um país com maior diálogo e na defesa de uma democracia sem brigas. (Com assessoria)