O secretário estadual das Cidades, Guto Silva, revelou nesta segunda-feira (30) que irá se desincompatibilizar do cargo na próxima quinta-feira (2), dentro do prazo estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para quem pretende lançar candidatura nestas eleições. Conforme ele, a saída do Governo será para se dedicar 100% à pré-candidatura a governador.
No entanto, na mesma entrevista, Guto disse que ainda não há uma definição dentro do PSD de quem será o candidato a receber o apoio do governador Carlos Massa Ratinho Junior, que vai buscar fazer o sucessor e garantir o grupo no comando do Estado por mais quatro anos.
Guto é o preferido do governador para ser seu sucessor, mas diante dos números da últimas pesquisas de opinião, Ratinho tem considerado outras possibilidades. Inclusive, ventilou lanlçar como candidato o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD), que já integrou o seu governo. Entretanto, Pimentel descartou renunciar ao cargo nesta segunda-feira.
Diante de um cenário de incertezas em relação a quem será o candidato do governador, os nomes do presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi (PSD), e do ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca, continuar no áreo, embora este último já tenha deixado o PSD e ido para o MDB.
Com o fim do prazo para desincompatibilização e também da janela partidária - em que se pode mudar de partido sem a perda de mandato-, no próximo dia 4 de abril (sábado), a tendência é de que a chapa a receber o apoio de Ratinho Junior seja anunciada, até para acabar com a espera de líderanças do grupo, entre deputados, prefeitos e vereadores aliados ao Governo.
Desafio da transferência de votos
Na prática, serão eles que irão para o front de campanha na busca por fazer o sucessor do governador. Nesse cenário, o papel de Ratinho Junior será preponderante, diante dos mais de 80% de aprovação do seu Governo. O maior desafio dele será fazer essa transferência de votos, o que historicamente sempre se mostrou algo difícil de se fazer, e de prever.
Do outro lado, há uma candidatura já posta e viabilizada com a ida ao PL, que é a do senador Sergio Moro, que aparece na liderança das pesquisas de opinião, muito pelo trabalho desempenhado à frente da Operação Lava Jato, quando era juiz. Ele também garantiu o apoio do Partido Novo. Outro nome que aparece com pelo menos um quarto das intenções de voto nas pesquisas é do representante da esquerda, o deputado estadual Requião Filho (PDT).
Para entrar com força nesta disputa, que promete ser uma das mais acirradas da história recente do Paraná. é que o governador e seu entorno analisam a melhor forma de compor uma chapa competitiva e com chances de mudar o cenário atual mostrado nos levantamentos. (Foto: Arquivo AENPr)