Durante o mês dedicado às mulheres, a Prefeitura de Ponta Grossa destaca o protagonismo feminino no desenvolvimento econômico da cidade. Por meio da Agência de Inovação e Desenvolvimento, a Sala do Empreendedor atende as micro e pequenas empresas, oferece orientação, formalização de MEI, acesso a crédito e apoio para quem deseja abrir ou fortalecer um negócio no município.
Atualmente, Ponta Grossa conta com mais de 15 mil empreendimentos liderados por mulheres, atuando em diferentes áreas da economia. Somente em 2025, mais de R$ 1,5 milhão em crédito foram liberados para apoiar e impulsionar negócios comandados por empreendedoras da cidade.
Para a prefeita Elizabeth Schmidt, o fortalecimento do empreendedorismo feminino é também uma forma de promover desenvolvimento e oportunidades. “Ponta Grossa tem hoje milhares de mulheres que movimentam a economia, geram emprego e transformam ideias em oportunidades. Nosso compromisso é fortalecer esse caminho, oferecendo apoio, orientação e acesso a políticas públicas que incentivem o empreendedorismo feminino em toda a cidade”, destaca.
De acordo com a presidente da Agência de Inovação e Desenvolvimento, Tônia Mansani, a Sala do Empreendedor cumpre um papel importante no apoio a quem deseja iniciar ou expandir um negócio. “A Sala do Empreendedor é uma porta de entrada para quem quer tirar uma ideia do papel ou fortalecer o próprio negócio. Nosso trabalho é oferecer orientação, acesso a crédito e capacitação para que cada vez mais mulheres possam empreender com segurança e crescer em seus mercados”, afirma.
História que inspira
Por trás dos números, existem histórias de dedicação e coragem. Uma delas é a da empreendedora Ana Luiza, fundadora do Café Sovito, com sede em Ponta Grossa.
A história do negócio começou com o avô da empreendedora, no Sul de Minas, onde a família cultivava café para subsistência. Ele sonhava em transformar aquela produção em algo maior, mas não teve recursos para ampliar o projeto. Cerca de dez anos após sua morte, a família decidiu revisitar esse sonho e dar continuidade à ideia.
Na primeira colheita após a retomada do cultivo, o café produzido foi enviado para análise e recebeu 84 pontos, classificação que o enquadra como café especial. A partir disso, a família passou a investir em estudos e aprendizado sobre o mercado cafeeiro para entender como transformar a produção em negócio.
Natural de Ponta Grossa, Ana Luiza decidiu iniciar a comercialização na própria cidade. Há cerca de dois anos, o café passou a ser vendido para cafeterias ponta-grossenses, consumidores finais e também por meio das redes sociais.
“Ponta Grossa é muito importante pra gente porque é sobre desenvolver o sonho da gente em nossa cidade. Ser fruto dessa cidade é um orgulho, uma honra, e receber os incentivos da Prefeitura e do Município é muito importante”, relata a empreendedora.