A Polícia Civil de Ponta Grossa concluiu a investigação sobre o homicídio de Gustavo Moreira, um recém-nascido assassinado por sua mãe, logo após o parto, em 19 de agosto de 2025.
A jovem de 19 anos procurou atendimento médico alegando crise de hemorroidas, mas a equipe médica descobriu que ela havia dado à luz recentemente.
Inicialmente, ela alegou que a criança nasceu morta, mas a investigação revelou que ela cometeu o homicídio.
A indiciada confessou que não queria a criança, pois o suposto pai se recusou a assumir a paternidade.
Três homens foram identificados como possíveis pais e forneceram material genético para exame de DNA.
O laudo necroscópico confirmou que a criança nasceu viva e morreu devido a traumatismo craniano causado por um objeto perfurocontundente, possivelmente uma tesoura.
A mulher foi indiciada por homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e por ser o próprio filho, além de ocultação de cadáver.
As investigações apontaram que ela tinha conhecimento da gravidez e tentou abortar, ocultando a gestação de familiares e amigos. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público, e as penas podem chegar a 50 anos de prisão.