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Política 14/03/2023

Experiência como prefeito tem ajudado Moacyr Fadel na Assembleia

Ex-prefeito de Castro por quatro mandatos chega à Assembleia com objetivo de auxiliar os municípios

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Experiência como prefeito tem ajudado Moacyr Fadel na Assembleia

Prefeito de Castro por quatro mandatos, presidente da Associação dos Municípios dos Campos Gerais (AMCG), presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP) por duas vezes, e eleito deputado estadual pela primeira vez, Moacyr Fadel Junior (PSD) chega à Assembleia Legislativa do Paraná para representar os Campos Gerais, o Norte Pioneiro e todos os municípios que o apoiaram. Em pouco mais de dois meses de mandato, Fadel já mostra a que veio, conseguindo em pouco tempo resultados que estão beneficiando a região. É o que conta em entrevista exclusiva para os Blogs do Johnny e Doc.com. Confira:

Como é sair do Executivo onde tudo é o prefeito que resolve e ir para o Legislativo?

Fui prefeito por quatro mandatos e isso me ajuda muito aqui na Assembleia e é algo muito diferente para mim. Depois de 16 anos à frente do Executivo vim para outro poder, mas estou me adaptando e tentando fazer o máximo para ajudar os municípios Campos Gerais e do Norte Pioneiro e outros que me elegeram. Tenho um bom relacionamento com todos os secretários, sou da base do governo e vou ajudar com a experiência que tenho para fazer coisas boas para nossas regiões e levar melhoria na qualidade de vida da população.

Quais as principais demandas para trabalhar pelos municípios?

Temos várias, entre elas, a saúde, a educação e a infraestrutura. Queremos aproveitar projetos que deram certo em Castro e que podemos levar para todo o Estado como o Casa sem Poeira que levou asfalto às comunidades onde havia mais de cinco casas na mesma rua. O governo vai lançar o Xô Poeira, inspirado neste projeto que fizemos em Castro e que irá atender todos os municípios do interior.

Temos a demanda do transporte escolar que é um gargalo para as prefeituras e que começamos a reverter na gestão do outro governador. Não existe um critério para o repasse dos recursos do transporte escolar. Municípios como Castro, Tibagi e Ortigueira, com grandes extensões, bancam mais de 70% do transporte com recursos livres, e esse dinheiro poderia ser investido em outras necessidades. Estamos falando com o secretário de Educação e com o governador para equalizar esses recursos e para que o Estado faça sua parte repassando 50% que é o que ele tem que repassar, e que os municípios complementem com os outros 50%. Essa é uma das reivindicações mais urgentes que estamos levando ao Governo e temos certeza de que seremos atendidos.

Na infraestrutura temos várias demandas de gargalos de ligações do interior, por exemplo de Jaguariaíva, Piraí à Curitiba que é a Estradado Cerne. Esta é uma obra cara, mas que é extremamente viável para o Governo do Estado, apesar do pedágio. A obra tem que começar um dia. Outros governos já fizeram mais de 30 quilômetros e faltam 70 quilômetros para a conclusão. Seria alternativa para desafogar o trânsito que é muito intenso desde o Norte Pioneiro até a Capital.

Outro problema grave que estamos cobrando dos órgãos competentes é o escoamento da safra, porque as chuvas deterioraram as estradas e a população fica esperando por horas nas rodovias. Fiz ofício diretamente ao DER e ao secretário cobrando as providências necessárias porque foram investidos mais de 250 milhões de reais que foram repassados do Governo Federal para manutenção das estradas, e hoje elas estão estagnadas e em estado deplorável. Precisamos resolver isso o mais rápido possível pois estamos com a maior safra do Paraná e precisamos resolver o problema para que nossos produtores não sejam prejudicados.

Dentro da estrutura da Assembleia Legislativa você está à frente das questões do agronegócio como líder do Bloco Agropecuário? Como está atuando?

Estamos conversando com a Ocepar, órgãos competentes do setor agrícola e sindicatos rurais para levantar as principais demandas para o setor, que é o principal do estado, para trabalharmos junto ao governador. O agronegócio não são só os grandes e médios produtores. Os grandes produtores precisam de infraestrutura para escoamento da safra e armazenamento, pois agora no Porto de Paranaguá, 50% da exportação foi bloqueada pela má conservação das estradas. Para o pequeno produtor também, e para ele, vamos lançar vários projetos como o Xô Poeira, o Porteira Adentro que fizemos em Castro e que leva maquinários para melhorar as propriedades, além de incentivar a fruticultura que é pouco explorada e um dos principais ramos da economia.

Fizemos também parceria com o Ceasa para atender todas as entidades que beneficiam as pessoas mais carentes. Já falei com governador que vai comprar cinco caminhões para fazer essa parceria com os municípios para atender as entidades como a APAE, asilos, as que trabalham com crianças, enfim, quem realmente precisa do apoio do Governo. Alimentos que muitas vezes iriam ser jogados fora, serão aproveitados pelas entidades para melhorar o atendimento ao nosso povo que mais precisa.

As chuvas atingiram muitos municípios paranaenses e também a região. E você atuou para dar uma resposta rápida aos municípios, além de buscar recursos para a região em Brasília. Como está essa questão?

Tivemos uma audiência com o ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, pessoa formidável, já foi governador e conhece a necessidade dos municípios. Em Brasília protocolamos três pedidos: o término estrada do Socavão, em Castro, da Estrada do Cerne e o atendimento o mais rápido possível aos municípios que mais foram atingidos pelas chuvas. Fizemos videoconferência com os prefeitos para que o ministro visse como está a situação dos municípios do Paraná. O ministro já está agilizando aportes e a Defesa Civil do Estado já está agindo para que esses municípios sejam atendidos o mais rápido possível.

As chuvas não prejudicam só o escoamento da safra. Temos também o transporte escolar e muitas crianças não estão podendo ser transportadas para as escolas devido às condições das estradas. Mas o governador e a Defesa Civil já estão tomando as providências.

Paralelo a esses recursos do Governo do Estado, você também tem parceiros da última eleição de quem você foi companheiro em Brasília buscando recursos para atender não só Castro, mas toda a região?

Vamos explorar isso. Temos o Aliel, Padovani, Lupion, Mateus Loiola e o Beto Preto que têm uma consideração muito grande pela nossa região e vão investir muito na saúde pública, que é a principal demanda da população. Sabemos das dificuldades dos municípios, principalmente de Ponta Grossa e estamos trabalhando para resolver rapidamente. E o Beto é um companheiro nesse trabalho.

O objetivo é solucionar as questões de forma ágil. Hoje mesmo estivemos na Sanepar com reivindicações de Ibaiti e Castro e saímos com a solução do problema que foi resolvido na hora.

Você é deputado na base do governo que representa os Campos Gerais. Qual a importância disso para o desenvolvimento macrorregional?

Sou uma pessoa que gosta de trabalhar e divido o bolo. Quero ver todo mundo bem. Como presidente da AMCG sempre que havia uma demanda para Castro eu dividia com todos. Resolvendo os problemas de Ponta Grossa, resolveremos dos municípios do entorno. Por isso, precisamos de investimentos nos hospitais das microrregiões como Jaguariaíva, Arapoti e Castro para desafogar Ponta Grossa e atender o povo sem que a população precise se deslocar em ambulâncias.

Então, nosso objetivo como representante dos Campos Gerais é colaborar com o Governo e trabalhar para que as coisas aconteçam sempre o mais rápido possível.

 

Ceres Regina Aguiar Vieira, especial para os Blogs do Johnny e Doc.com