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Quinta, 08 de dezembro de 2022
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Destaques 10/11/2022

Operação Albatroz reforça combate ao tráfico internacional no Porto de Paranaguá

Forças de segurança estaduais e instituições federais atuarão em conjunto no combate ao crime organizado na região litorânea do Paraná

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Operação Albatroz reforça combate ao tráfico internacional no Porto de Paranaguá

O Porto de Paranaguá abrigou nesta quinta-feira (10) a abertura oficial da Operação Albatroz, que vai combater a entrada e a saída irregular de produtos lícitos e ilícitos do País por meio da costa marítima brasileira. A atividade demonstra a integração das forças de segurança e de instituições federais e estaduais para o enfrentamento de organizações criminosas.

“Essa operação faz parte de um programa nacional, o Guardião das Fronteiras, desenvolvido em todo o Brasil com números expressivos. Começamos a planejar também a segurança nas fronteiras marítimas do País e este ano já executamos a operação no Rio Grande do Norte e o Paraná é o segundo estado contemplado. É um momento importante no combate ao crime organizado no País”, destacou o coronel Saulo de Tarso Sanson Silva, coordenador geral de Fronteiras do Ministério da Justiça.

A ação deflagrada em Paranaguá é semelhante à Operação Hórus, que ocorre permanentemente desde 2019 nas fronteiras terrestres em todo o País. De acordo com Sanson, o papel principal dessa coordenação é fomentar a integração das instituições. “Desde 2019 fazemos isso a nível federal, estadual e municipal nas fronteiras Oeste e os protocolos de atuação integrada e os planos de operação vêm desse encontro, integrar forças para o bem comum”, avisou.

No Paraná, os portos de Antonina e Paranaguá, juntamente com toda a comunidade litorânea, ganham esse reforço em termos de segurança pública.

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“Os portos, pela sua excelência na movimentação logística de cargas, não poderiam ficar de fora desse importante reforço, que inicia agora e com a intenção de ser modelo para outros portos. Já temos um trabalho desenvolvido em parceria com a Receita Federal e a Polícia Federal e também contamos com todo o aparato de apoio das polícias Militar e Civil. Agora outros órgãos poderão ser convidados a integrar esse corpo participativo”, apontou o chefe da Guarda Portuária, Cézar Kamakawa.

De acordo com o delegado titular do Centro de Operações Policiais Especiais (COPE) da Polícia Civil, Rodrigo Brown de Oliveira, o modelo da Operação Hórus tem tudo para ser bem replicado no litoral paranaense. “A gente sabe do problema de segurança pública que a gente tem na região do Litoral, a atuação de quadrilhas, o próprio escoamento do tráfico internacional, então isso visa trazer um ganho para a segurança pública”, explicou.

"Esse trabalho integrado procura trazer um resultado melhor nesse início da temporada de verão, pós-pandemia, justamente porque vamos ter um grande fluxo de pessoas nos municípios e queremos trazer um reforço no combate ao crime organizado", complementou.

Já o delegado da Receita Federal, Gerson Zanetti Faucz, destacou o ganho que a troca de informações entre as instituições integradas vai trazer no combate ao crime organizado. “A Receita Federal, ao longo da sua atuação de controle aduaneiro, de mercadorias e veículos que entram na zona primária, atua bastante nesse controle ao tráfico porque possui muitas informações de quem está entrando e saindo do País, então esse operação, na qual cada um tem o seu campo de conhecimento, vai trazer mais benefícios para a segurança pública do País”, arrematou.

ATUAÇÃO – A Operação Albatroz é coordenada pela Secretaria de Operações Integradas (SEOPI), do Ministério da Justiça e da Segurança Pública, e conta com a atuação integrada da Polícia Federal, Receita Federal, das polícias Civil e Militar do Paraná, Guarda Portuária, Marinha do Brasil, Ministério da Agricultura e do Abastecimento, Ministério da Infraestrutura e Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Hórus

Desde o início da Operação Hórus, em maio de 2019, até outubro deste ano, foram apreendidas 1,8 mil toneladas de drogas, com prejuízo estimado em R$ 7,4 bilhões ao crime organizado nas fronteiras brasileiras, incluindo a apreensão de produtos de contrabando e descaminho. (Com assessoria)