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Domingo, 28 de fevereiro de 2021
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Política 29/12/2020

Ministério Público denuncia Valtão e quatro empresários presos pelo Gaeco por corrupção

MP ofereceu denúncia contra cinco pessoas pelos crimes de corrupção ativa e passiva. Grupo foi alvo da Operação Saturno no último dia 15

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Ministério Público denuncia Valtão e quatro empresários presos pelo Gaeco por corrupção

O promotor do Ministério Público (MP), Antonio Juliano Souza Albanez, formalizou a denúncia contra o vereador Walter José de Souza (a direita da foto), o Valtão (PRTB), e contra os empresários Alberto Abjumara Neto, Antonio Carlos Domingues de Sá (a esquerda na foto), Celso Ricardo Madrid Finck e João Carlos Barbiero (ao centro na foto) - o grupo foi alvo da Operação Saturno, deflagrada para investigar casos de corrupção envolvendo o EstaR Digital em Ponta Grossa. 

Na denúncia, o promotor pede que o grupo seja investigado pelos crimes de corrupção ativa e passiva. 

No caso da corrupção ativa, o promotor defende que o empresário João Barbiero foi “contratado” por Alberto, Antonio e Celso para que, mediante pagamento de proprina mensal, intermediasse os interesses da empresa Cidatec, responsável pelo EstaR Digital, junto aos órgãos e agentes públicos, especialmente diante do vereador Valtão, relator da CPI criada para investigar o EstaR Digital.

A denúncia afirma ainda que Barbiero foi orientado a persuadir os membros da CPI do EstaR Digital para que eles apresentassem um documento (relatório final) favorável à Cidatec. Segundo a denúncia, o contato de Barbiero dentro da CPI era o vereador Valtão - o parlamentar do PRTB recebeu R$ 15 mil de propina no dia 23 de novembro. Desse montante, R$ 11,9 mil foram apreendidos na casa de Valtão. O combinado era R$ 20 mil, mas o restante do dinheiro não chegou a ser repassado.

Ativos e passivo

O documento assinado pelo promotor afirma ainda que, mediante ao pagamento de propina, Valtão agiu por determinação dos empresários responsáveis pela Cidatec para apresentar um relatório final favorável à empresa. Desta forma, o promotor entende que Alberto, Antonio, Celso e Barbiero cometeram corrupção ativa majorada, enquanto Valtão teria cometido o crime de corrupção passiva majorada.

O ex-presidente da Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT), Roberto Pelissari, não é citado na denúncia, nem como informante e nem como testemunha. A denúncia foi apresentada à 1ª Vara Criminal de Ponta Grossa. 

Outros membros da CPI são citados como informantes

A denúncia oferecida pelo Ministério Público qualificou Ricardo Zampieri e os demais membros da CPI do EstaR Digital como informantes neste momento, sem qualquer acusação formal contra eles. Além de Zampieri que era presidente da Comissão, faziam parte da investigação os vereadores Vinícius Camargo (PSD), Sargento Guiarone (PRTB) e Pastor Ezequiel (Avante), além de Valtão que segue preso. Guiarone, inclusive, é autor do pedido de cassação do mandato de Valtão. 

Clique AQUI e confira a denúncia na íntegra:

Em nota, MP afirma que inquérito foi desmembrado

Em nota encaminhada à imprensa sobre o caso, o Ministério Público afirma que o inquérito foi desmembrado:

"Desmembramento – Na primeira fase da operação, o Gaeco requereu ao Judiciário o desmembramento do inquérito policial, para prosseguir a apuração sobre a conduta de outros vereadores, dentre eles, o presidente da CPI. As investigações também continuarão para esclarecer os indícios de possíveis ilegalidades na licitação e contratação da empresa pela Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte e pela Companhia Municipal de Habitação, objetivo inicial do inquérito. Outras pessoas que foram alvo de busca e apreensão e de prisão temporária continuarão a ser investigadas", diz a nota. (Com informações do Portal aRede)

Fotos: aRede