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Domingo, 28 de fevereiro de 2021
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Política 29/12/2020

Denúncia do MP isenta Ricardo Zampieri e vereador é citado como informante

Foram denunciados neste momento pelo Ministério Público o vereador Valtão e mais quatro empresários ligados à Cidatec, empresa do EstaR Digital. Veja a denúncia na íntegra

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Denúncia do MP isenta Ricardo Zampieri e vereador é citado como informante

O vereador Ricardo Zampieri (Republicanos), presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito que investigou a contratação da empresa Cidatec pela Autarquia Municipal de Trânsito e Transportes (AMTT), para a implantação e operação do EstaR Digital, em Ponta Grossa, não será indiciado e nem acusado formalmente à Justiça Criminal neste momento.

A peça processual denunciativa é assinada pelo promotor do Ministério Público, Antonio Juliano Souza Albanez, coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado Núcleo Regional de Ponta Grossa, e foi encaminhada nesta terça-feira (29) à 1ª Vara Criminal de Ponta Grossa.

Neste documento, Zampieri é citado apenas como ‘informante’ pelo Gaeco. Outros três vereadores da mesma comissão (Guiarone De Paula Júnior, Ezequiel Marcos Ferreira Bueno e Vinicius De Camargo Wenceslau) também são citados como ‘informantes’.

Prisão revogada

Na última quarta-feira (23), o juiz Matheus Ramos Moura decidiu soltar o vereador Ricardo Zampieri após acatar parecer assinado pelo promotor de Justiça, Antônio Juliano Souza Albanez, e pelo delegado Flávio Zanin, responsável pelas investigações do Gaeco. A alegação depois de concluída a investigação é de que não existem provas contra o vereador, detido durante a Operação deflagrada no último dia 15 de dezembro.

'Foi uma prisão arbitrária', dizem advogados

O posicionamento do Ministério Público e do Gaeco, em relação a Zampieri, foi comentado pelos advogados João Manoel Grott e Jorge Sebastião Neto, que defendem o vereador.

‘Não existia prova nenhuma contra o Ricardo [Zampieri]. Não existia nada nada que desabonasse a conduta do Ricardo, que inclusive foi o único que peitou, que contrariou e apresentou responsabilidades sobre o sistema fraudulento do sistema do EstaR Digital. E mesmo assim acabou de uma forma arbitrária sendo investigado pelo Gaeco’, citam.

Segundos os defensores, a denúncia apresentada nesta terça-feira (29), à Justiça, vem comprovar que não tinha o porquê de ele ser preso. ‘Foi uma forma arbitrária, tanto que não apresentaram denúncia contra ele, mas de uma forma extremamente abusiva mantiveram o Ricardo [Zampieri] em uma prisão temporária desnecessariamente, trazendo um dano moral a sua imagem e uma dor imensurável aos seus familiares’, assinalam.

Presidente da AMTT

O presidente da AMTT, Roberto Pelissari, outro alvo da Operação do Gaeco e preso temporatiamente no último dia 15 de dezembro, também não consta na denúncia apresentada pelo Gaeco neste momento. Pelissari também teve a prisão temporária revogada por falta de provas no decorrer da investigação.

Denunciados

Foram alvos da denúncia do Gaeco à Justiça o vereador Walter José de Souza (PRTB), o Valtão, e os empresários Alberto Abujamra Neto, Antônio Carlos Domingues de Sá e Celso Ricardo Madrid Finck, da empresa Cidatec, e o também empresário e comunicador João Carlos Barbiero.

A investigação do Gaeco mostrou que Valtão, então relator da CPI, firmou compromisso para receber R$ 20 mil dos donos da Cidatec para fazer um relatório favorável à empresa investigada pela CPI.

Quem intermediou o pagamento dos empresários da Cidatec ao vereador foi Barbiero, segundo consta na denúncia. Dos R$ 20 mil prometidos, foram pagos 15 mil, sendo que o Gaeco recuperou R$ 11.900,00 durante busca e apreensão na casa de Valtão.

Clique AQUI e confira a denúncia na íntegra. 

Em nota, MP afirma que inquérito foi desmembrado

Em nota encaminhada à imprensa sobre o caso, o Ministério Público afirma que o inquérito foi desmembrado:

"Desmembramento – Na primeira fase da operação, o Gaeco requereu ao Judiciário o desmembramento do inquérito policial, para prosseguir a apuração sobre a conduta de outros vereadores, dentre eles, o presidente da CPI. As investigações também continuarão para esclarecer os indícios de possíveis ilegalidades na licitação e contratação da empresa pela Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte e pela Companhia Municipal de Habitação, objetivo inicial do inquérito. Outras pessoas que foram alvo de busca e apreensão e de prisão temporária continuarão a ser investigadas", diz a nota.