O prefeito Marcelo Rangel (PSDB) está em São Paulo nesta quinta-feira (10) em busca por informações para firmar convênio com o Governo de São Paulo e o Instituto Butantan para aquisição de doses da vacina CoronaVac, para imunização contra o Covid-19.
Rangel esteve com o governador de São Paulo, João Dória (PSDB), e também com o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas. A intenção é garantir que Ponta Grossa seja contemplada logo no início da disponibilização das doses, no final de janeiro.
Ainda na capital paulista, Rangel também se reuniu com o prefeito Bruno Covas, também para obter informações sobre as vacinas.
R$ 3 milhões
Ainda não há a informação de uma quantidade exata de doses a que Ponta Grossa terá acesso, mesmo porque o preço unitário da vacina não está definido. O que há de concreto é que a Prefeitura Municipal irá dispor num primeiro momento de até R$ 3 milhões para aquisição das vacinas.
"Ao lado do Governador de São Paulo, João Doria, e do presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, firmando o convênio com Ponta Grossa para a distribuição da vacina produzida no Brasil pelo Instituto de maior respeito do país em imunização, com parceria do laboratório Sinovac. O Butantan começou a produção hoje [quinta-feira, 10] de 1 milhão de doses por dia, trabalhando 24 horas / 7 dias por semana", escreveu Rangel nas redes sociais, junto com as fotos ao lado de João Dória e Dimas Covas.
Na última segunda-feira (7), o Governo de São Paulo anunciou que começará com a vacinação a partir do próximo dia 25 de janeiro. Até o fim de março, o Governo de São Paulo estima que quase 20% dos 46 milhões de habitantes do estado estejam imunizados com duas doses da CoronaVac e conta com a rápida aprovação da vacina do Butantan pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
CoronaVac
A CoronaVac é desenvolvida em parceria internacional entre o Instituto Butantan e a biofarmacêutica Sinovac Biotech, da China. O resultado da fase 3 com o índice de eficácia do imunizante deve ser divulgado na próxima semana.
Estudos clínicos já demonstraram que 94,7% dos voluntários não tiveram evento adverso. Dos que apresentaram alguma reação, 99,7% relataram sintomas de baixa gravidade, como dor no local da injeção e dor de cabeça leve. Artigo publicado na revista científica The Lancet apontou que a vacina do Butantan produziu resposta imune em 97% dos participantes dos estudos.