Eleições Política

“Focamos na renovação e numa gestão técnica”, diz Ricardo Zampieri no Doc.com na Rede!

Portal aRede e o Jornal da Manhã em parceria com o blogdodoc.com, através do novo programa ‘Doc.com na Rede!’, iniciou  uma série de entrevistas com pré-candidatos à Prefeitura de Ponta Grossa nesta sexta-feira (5). O jornalista Eduardo Farias abriu o primeiro programa com o vereador e pré-candidato Ricardo Zampieri (Republicanos). Confira os principais pontos da entrevista.

Para assistir o primeiro episódio da série na íntegra, clique aqui.

Por que querer ser prefeito de Ponta Grossa?

Ricardo Zampieri: Muita gente me faz essa pergunta. Acho que ela é muito importante principalmente porque nós estamos em um momento político muito delicado, ainda mais com toda essa situação que estamos vivendo. Ao mesmo tempo é importante pensar na cidade não só nos próximos quatro anos, mas da próxima década, geração.

Consegui desempenhar um bom mandato, felizmente, durante a Câmara. Conseguimos atuar, fiscalizar, devolver dinheiro ao erário público, renunciar os privilégios. Eu até teria um caminho tranquilo para uma reeleição para vereador, mas tenho como compromisso, dever, talvez com uma forma de tentar contribuir mais para a nossa cidade.

Como você vê essa ligação com o presidente Jair Bolsonaro e a repercussão e impacto numa futura candidatura sua?

RZ: Na minha visão eu só tenho a ganhar, obviamente, porque defendemos a bandeira do presidente muito antes dele ser outsider, um líder nas pesquisas. Quando nós trouxemos ele aqui, ainda não era a ‘onda Bolsonaro’, tornou-se depois. E, desde aí, o desgaste do Governo – isso é inevitável – mas, nós estamos falando de um Governo que conseguiu liberar R$ 600 para mais de 70 milhões em 45 dias. Isso mostra eficiência de uma gestão técnica.

É um governo que está tentando trabalhar e está trabalhando, mostrando resultado, mesmo com as todas as dificuldades e metade do país conta. Obviamente, aqui em Ponta Grossa também temos muitos desafios e esses desafios precisam ser enfrentados, com uma linha que nós defendemos que é a questão da economicidade da máquina pública. Bem como, também, da gestão técnica, menos política e mais profissionalismo, com gestão.

Quais seriam as prioridades para Ponta Grossa?

RZ: Nós precisamos ter aqui na nossa cidade e a população vê muito isso, primeiramente aquele posicionamento político. O cidadão quer conhecer realmente quem é o candidato. Então não adianta agora ele se vestir de cordeirinho e, depois do mandato, como a gente viu muitos aí, a gente conhecer quem essas pessoas são.

No meu caso eu já tive a oportunidade de ter meu mandato, estou no meu mandato, cumprindo meu mandato. Renunciei aos privilégios, felizmente conseguimos anunciar a doação do nosso salário em relação da Covid, temos 100% de presença, conseguimos ações de fiscalização que devolveram o dinheiro ao erário público.

Temos uma empresa de transporte público hoje e esse contrato encerra em 2022. O próximo prefeito terá que lidar com uma nova licitação para o transporte público. Qual sua posição em relação a isso?

RZ: Acho que o que nós temos que parar é tomar cafezinho com à VCG (Viação Campos Gerais), como isso vem acontecendo. Nós temos candidatos que vem e passam, prometem resolver o problema e não resolvem. Pelo contrário: começam a falar a língua da empresa. Então, para começar não pode conversar com ela.

Depois, avançarmos como: quebrar o monopólio, na minha visão. Até acompanhava ontem um estudo de caso, um livro muito importante que eles lançaram lá em Belo Horizonte, falando do sistema de transporte coletivo lá de Belo Horizonte. Nós temos que trazer essas soluções para Ponta Grossa também.

Você citou a questão da pandemia do coronavírus. Em relação as iniciativas, decretos que o atual governo tem adotado: aqui em Ponta Grossa, você faria alguma coisa diferente e como tem avaliado essa situação de combate à pandemia aqui?

RZ: Eu me coloco numa posição mais crítica perante o Governo, mas acho muito delicado nós comentarmos e julgarmos em relação as ações que estão sendo feitos na cidade. Porque é algo novo. É muito fácil falar, mas é interessante se colocar no lugar também. Temos críticas pontuais, obviamente, acho que a forma que o prefeito dá as notícias elas são completamente alarmistas, desnecessária, cria um pânico na população.

A secretária de Saúde não fala, nunca vi ela dá uma coletiva de imprensa, isso é terrível. No Governo Estadual, Federal, sempre é o ministro, secretário de Saúde que fala. Aqui em Ponta Grossa sempre o subsecretário, o prefeito. Queremos ouvir os especialistas, o pessoal da área, ciência, não politicagem.

Como você se posiciona hoje em relação ao Governo do Estado?

RZ: Sou apoiador, até porque é um Governo que parte da minha linha: enxugar a máquina pública, mais eficiência dentro do governo, transparência principalmente, combate à corrupção, vários pontos que eu defendo. Tá muito alinhado com o Governo Federal, então acredito que nós temos que avançar muito em relação a isso.

Algumas questões sempre são inerentes, aparecem. Acredito que essa relação ela é saudável e que isso possa naturalmente contribuir para a cidade de Ponta Grossa. Outro ponto: os deputados estaduais, federais, têm que parar com essa intriga, birra política. Todo mundo tem que se ajudar. A disputa é somente na urna, em outubro, novembro, dezembro, não sabemos quando vai ser (a eleição).

Em relação as parcerias público-privadas ou mesmo as políticas de governo municipal de incentivo para o setor produtivo, produtivo. Num eventual governo seu, como você imagina essa relação para atrair investimento privado?

RZ: Todos os meus secretários e equipe de governo será toda técnica. Estaremos com uma forte equipe por trás, robusta, que nós pretendemos anunciar durante o período eleitoral. Essa questão dos empregos, na minha visão o maior trabalho social que existe no nosso país, é a geração de empregos. Nós podemos avançar muito no trabalho da Agência do Trabalhador.

As agências privadas aqui de Ponta Grossa vão precisar repensar sua linha de trabalho porque vamos avançar e muito na Agência do Trabalhador. Não só esperando as vagas, mas indo atrás das vagas para ofertar nossa cidade.

Em relação as indústrias, o município precisa avançar, investir no setor produtivo, com as devidas proporcionalidades. Importante citar: que sejam aberta a todos. Porque às vezes a gente que para uma empresa tem um benefício, para outra já não tem.

Se não tivermos nenhum adiamento, postergação em relação ao calendário eleitoral, as convenções estão marcadas do dia 20 de julho ao dia 5 de agosto. Você teria algum nome para ser o seu vice numa futura chapa?

RZ: Vários, felizmente. Vários nomes cotados, isso é muito bom. Eu estou no Republicanos, um partido muito forte da base do Governo Federal, um partido ao qual o Eduardo me trouxe também com a deputada federal Aline Sleutjes, que tem somado muito para a nossa candidatura e (o qual) os filhos do Bolsonaro estão afiliados hoje.

As pessoas falaram que eu não ia viabilizar partido. ‘Não, o Ricardo tá ali, tem número na pesquisa, mas não consegue viabilizar partido, porque partido é articulação e ele não quer prometer cargo’. Nós já temos seis partidos na nossa coligação, muitos de direita, porque acreditaram na nossa proposta. E, vem mais ainda. Na nossa coligação temos o Republicanos, PMB, Cidadania, PROS, PRTB do (vice-presidente) Mourão e o PTC.

Quando falamos de pré-candidatos, citam muito sua idade. Você foi eleito o vereador mais jovem, com 20 anos. Você vai completar 25 anos ainda neste ano. O que você tem a dizer a essas pessoas que questionam a sua pouca idade?

RZ: É totalmente compreensível. O Aliel Machado foi candidato em 2016 com 26 anos, só de comparação, o que dá prerrogativa de eu ser candidato também. Particularmente, administro empresa desde os 17 anos, todos sabem que sou da iniciativa privada. Nós temos essa experiência. Meu objetivo maior é vincular a iniciativa privada com o trabalho do poder público. Tive essa experiência nos últimos quatro anos também.

Então, apesar de pouca idade tenho muito mais experiência de administração que muito marmanjo por aí. Ao mesmo tempo eu tenho o gás e o dinamismo de um jovem que quer fazer as coisas acontecerem e que acredita num futuro diferente. Não é aquela pessoa viciada na política que vocês conhecem muito bem.

Você veio da iniciativa privada, mas também com participação na política. Em uma possível administração sua à frente da Prefeitura qual seria a participação do empresário Marcos Zampieri que é seu pai?

RZ: Eu não pretendo colocar a família dentro da política. As pessoas me questionam as vezes: poxa Ricardo, você fala que é nova política, mas tua família é política. Sim, meu pai foi vereador por dois anos, acabou com as férias de julho. O Alysson (irmão do pré-candidato), foi vereador por dois mandatos, conseguiu prender o Rodrigo no esquema de milhões na Câmara.

E, ambos não estão mais na política. Não tenho nenhum membro (da família) na vida pública e não pretendo que eles estejam. Eu acho que a política é feita de rotatividade, não pretendo fazer carreirismo político, não tenho essa prerrogativa.

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