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Acabou o ‘casamento político’ entre Beto e Cida; Osmar (re)avalia candidatura

O ‘casamento político’ entre o tucano Beto Richa e a progressista Cida Borghetti parece ter chegado ao fim antes do esperado. A aliança que iniciou nas eleições de 2014, quando Cida assumiu a vaga de vice de Richa, ao ocupar o lugar que foi de Flávio Arns no primeiro mandato do ex-governador, não durou até o pleito deste ano. Até houve um ensaio para que isso acontecesse, mas sem sucesso.

Richa renunciou para ser candidato ao Senado e deixou os últimos meses de governo para Cida, que tem administrado sob as orientações do marido, o deputado federal Ricardo Barros (PP). Até pouco tempo atrás, Richa era dado como certo para ser candidato a senador na chapa de Cida ao governo.

Entretanto, a relação não vingou, por vários motivos. Segundo interlocutores, um deles foi o pedido de Richa em ser o único candidato ao Senado na chapa de Cida. Ocorre que a outra vaga será aberta para o líder do PTB no Estado, deputado federal Alex Canziani. Fato que desagradou o tucano.

Desgaste

O desgaste de Beto depois de ter o nome citado na Operação Lava Jato e com o episódio envolvendo os servidores estaduais, também preocupa a atual governadora. Cida aparece em segundo na lista de rejeição entre os então pré-candidatos ao Palácio Iguaçu. Situação que teme ser ampliada na ligação direta com Richa.

Sem espaço na chapa de Cida e distante dos outros candidatos ao governo, o caminho de Richa e do PSDB deve ser trilhar caminho solo no pleito deste ano, com chapa pura para deputado e senador. Informalmente, o ninho tucano ficará dividido, com algumas lideranças na campanha da Ratinho Junior (PSD) e outras na de Osmar Dias (PDT).

Em tempo: informações que vem da capital do Estado dão conta de que Osmar Dias ainda pensa em não ser candidato a governador. Muito por falta de estrutura partidária. Leia-se: tempo de televisão e lideranças. Ele conta atualmente com o seu PDT e o SD do deputado estadual Marcio Pauliki.

O partido que pode dar melhores condições para participar do pleito é o MDB, do senador Roberto Requião. Porém, Requião já disse que só aceita coligar se for para a majoritária e também na proporcional, o que desagradaria os deputados e candidatos do MDB e SD. A união também traria para Osmar o desgaste de Requião.

Portanto, o pedetista estaria entre a cruz e a espada. Ou aceita o MDB com os prós e contras ou parte para uma candidatura quase suicida sem tempo de televisão. A saída seria desistir e se lançar ao Senado. Fato que mudaria todo o quadro político que está se formando no Paraná. A conferir!

Foto Beto e Cida: Ivan Amorin\Maringá Post

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