Em 2006, quando comecei a escrever sobre a política ponta-grossense no extinto Diário da Manhã, mantinha uma coluna chamada Diretas e indiretas, a qual retomo agora, dez anos depois, para retratar um pouco mais do que acontece nos meandros do poder em Ponta Grossa.

Rogério MioduskiCaixão para funeral

E pra começar, uma pouco sobre a segunda sessão ordinária de 2016. Na pauta, nenhum projeto em primeira discussão, mas a proposta de isentar de taxas e fornecer uma urna (caixão) de funeral para doadores de órgãos no Município, do vereador Rogério Mioduski (PPS) – foto, rendeu debate nesta quarta-feira (17), quando entrou em segunda discussão.

Em relação ao teor do projeto ninguém foi contra, mas alguns parlamentares questionaram o parecer favorável da Comissão de Legislação, Justiça e Redação (CLJR). Para eles, a matéria é inconstitucional, pois determina ao Executivo um gasto sem previsão orçamentária. Não teve voto contrário, mas algumas abstenções, como a do vereador Daniel Milla (PSDB), que faz parte da CLJR e reconheceu o equívoco em liberar a matéria para votação em plenário.

George PesquisasPresidência da CLJR continua com oposição

Ainda sobre a CLJR, foi definido o nome do presidente que vai conduzir as ações da comissão neste ano. Trata-se de George Luiz de Oliveira (PMN) – foto, que sucede Antônio Laroca Neto (PDT). Ou seja, a principal comissão da Casa, por onde passam praticamente todos os projetos, passa das mãos de um oposicionista para outro. Tudo o que o Governo Municipal não queria, mas teve que engolir porque a estada de Laroca e, agora, de George, foram acordadas ainda durante a campanha pela Mesa Executiva, em 2015, que garantiu a vitória do governista Sebastião Mainardes Junior (DEM).

Vale frisar que a CLJR é formada por cinco parlamentares, sendo três formados em Direito: Maurício Silva (PSB), Daniel Milla (PSDB) e Pietro Arnaud (Rede). Portanto, o ex e o atual presidente não são da área, e por mais que tenham competência para conduzir os trabalhos, seria mais sensato ter um profissional do segmento na comissão que tem a prerrogativa única e exclusiva de avaliar se um projeto é ou não é constitucional. Coisas da política.

Pastor Ezequiel 2Mais dois

Ainda sobre a eminente ‘dança das cadeiras’ na Câmara, com a abertura da ‘janela da infidelidade partidária’ nesta semana, outros dois vereadores podem vir a mudar de legenda, que não constam na matéria a respeito do tema publicada neste Blog nesta semana (ver aqui). Um deles é Marcelo Careca, que pode deixar o Solidariedade e ingressar no PSDC. Outro é Pastor Ezequiel Bueno – foto, que faz as contas do montante de votos que o seu PRB pode alcançar, já que o partido conta, ainda, com o Pastor Luiz Bertoldo. Caso as contas demonstrem dificuldade para a reeleição dos dois, Bueno tende a ir parar no PPS.

Por Eduardo Farias

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