A candidata ao Senado Gleisi Hoffmann propôs, no programa eleitoral desta sexta-feira (4), a construção de uma rede de diagnóstico, cuidado e apoio voltada às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Sistema Único de Saúde (SUS) e suas famílias. Entre as medidas propostas está a implantação de salas multissensoriais para crianças e jovens autistas em todo o Paraná.
“O autismo tem sido um tema desafiador para muitas famílias e também para os governos. Defendo, no âmbito do SUS, a construção de uma rede de diagnóstico e cuidado para as pessoas com autismo. Esse é um compromisso que eu levo comigo para o Senado”, afirmou.
Gleisi ressaltou que o País precisa avançar em medidas concretas e defendeu a implantação de salas multissensoriais para educação e terapias de reabilitação. Ela citou o exemplo da cidade de Mandaguari, no Norte do Paraná, que conta com uma sala multissensorial inaugurada em 2024. O espaço, resultado de uma emenda que Gleisi apresentou ao Orçamento da União como deputada federal, é equipado com recursos como simuladores de vento e chuva, difusores de essência olfativa, piscina de bolinhas iluminadas e feixe de fibras óticas. A sala conta ainda com computadores equipados com softwares de produção de filmes sensoriais para testes cognitivos.
Gleisi destacou o impacto dessas estruturas para quem assume o cuidado cotidiano dentro das famílias. Segundo ela, essa responsabilidade recai principalmente sobre as mulheres, por isso a importância dos espaços permitirem a convivência e a troca de experiências entre mães.
“Isso ajuda as mães, porque elas se encontram, conversam umas com as outras. Na maioria dos casos, recai sobre as mulheres o cuidado das pessoas com autismo, seja criança, adolescente ou mesmo pessoas adultas”.
A candidata também apontou o diagnóstico como ponto de partida para o melhor atendimento. Ela ressaltou que pessoas com autismo apresentam necessidades diferentes, o que exige capacidade de identificação e acompanhamento adequado.
“A gente não tem ainda uma rede de diagnóstico do autismo. Precisamos estruturar esta rede, porque o autismo se manifesta de formas diferentes em cada pessoa. Ter um diagnóstico com qualidade é o primeiro passo para a gente possa estabelecer uma rede de tratamento e cuidado adequados”, disse. (Com assessoria. Foto: Divulgação)