Reduzir o chamado Custo Paraná é uma das principais estratégias de Requião Filho para fazer a economia do Estado crescer. A proposta apresentada pelo candidato parte da redução de custos que pesam sobre empresas, indústrias, agro e famílias, combinada com investimentos em logística e industrialização.
Requião Filho vem criticando o aumento dos custos e a redução da qualidade do serviço após a privatização da Copel, além de defender uma política que permita reduzir o impacto da energia sobre a economia paranaense.
“Energia cara é custo para o agro, é custo para a indústria, para a empresa e para a família paranaense”, afirma.
A mesma lógica, segundo o candidato, deve ser aplicada à água e à tributação. Requião Filho critica a alíquota-base de ICMS de 19,5% no Paraná, que sofreu aumentos duas vezes durante a gestão de Ratinho Junior, e defende a redução de impostos como forma de devolver capacidade de consumo e investimento à população e ao setor produtivo.
Uma de suas propostas nesse sentido é zerar o ICMS para micro e pequenas empresas, responsáveis por 80% dos empregos formais gerados no Brasil em 2025, segundo o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte.
Outro eixo de destaque em seu plano de governo é a logística. Para Requião Filho, o Paraná precisa criar alternativas para o escoamento da produção, reduzindo tempo e custos e aumentando a competitividade dos produtos paranaenses. O plano de governo prevê a integração de rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e hidrovias para reduzir o custo da produção e tirar pressão das estradas.
A combinação dessas medidas, na avaliação do candidato, deve criar condições para uma política de industrialização do Estado, com geração de empregos e aumento da circulação de renda.
“Emprego gera salário, salário movimenta a economia. E assim, a gente aumenta a arrecadação”, destaca Requião Filho.
Requião Filho também é crítico ao desempenho econômico recente do Paraná. Segundo ele, crescer na média nacional não deve ser tratado como um grande resultado para um Estado com potencial econômico paranaense. Além disso, critica o fato de o Paraná estar em desenvolvimento, mas esse desenvolvimento não ser percebido na realidade das famílias paranaenses. Esse ponto, inclusive, é um dos destaques de sua propaganda eleitoral de 2026.
“Para mim, o Paraná tem que estar bem acima da média. A mediocridade não me agrada. Eu quero um Estado forte.”
Para o candidato, o objetivo é construir um ciclo econômico baseado na redução de custos, aumento da produção, industrialização e geração de empregos, fazendo com que o crescimento econômico se traduza em mais renda para os paranaenses.
A proposta está alinhada ao plano de governo, que estabelece que o desenvolvimento deve ser medido pela renda, pelo emprego digno e pela capacidade de produzir em todas as regiões. O documento também prevê uma política industrial que vincule incentivos, terrenos, crédito e infraestrutura a investimento, emprego, salário, inovação e permanência das empresas no Paraná. (Com assessoria. Foto: Aline D'avila)