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Felipe Passos propõe ouvir servidores para compor equipe de secretários

Dono da segunda maior votação para o cargo de vereador em 2016, Felipe Passos (PSDB) deverá alçar voos mais altos em 2020. Após conquistar quase 50 mil votos na disputa por uma vaga pelo cargo de deputado federal em 2018, Felipe deverá compor uma chapa como candidato a prefeito ou a vice-prefeito em novembro. O mais provável é que Felipe figure ao lado de Elizabeth Schmidt (PSD) na sucessão pelo comando do Palácio da Ronda.

Nesta sexta-feira (24), Felipe foi entrevistado pelo jornalista Eduardo Farias no estúdio do portal aRede, dentro do programa Doc.com na Rede. Durante a sabatina, Felipe afirmou que pretende enxugar de forma “radical” o tamanho da máquina pública, além de destacar que não se considera “nem de direita, nem de esquerda, mas sim equilibrado.

Durante a sabatina, Felipe também admitiu a possibilidade de ocupar o posto de candidato a vice em uma chapa liderada por Elizabeth Schmidt, atual vice-prefeita e filiada ao PSD. Além disso, Passos destacou que seguirá perseguindo mudanças na administração dos recursos públicos para otimizar a gestão da máquina pública. O vereador deu exemplos de mecanismos a serem adotados.

O vereador tucano destacou ainda a postura adotada durante a passagem pela Câmara Municipal. Envolvo em polêmicas, Felipe foi o único vereador a votar contra uma proposta de reajuste que foi colocada na pauta “de última hora” e revoltou a população. Além disso, Passos garante que os embates com colegas foram positivos quando ele nota que algumas condutas mudaram no Legislativo, entre elas a realização excessiva de horas-extras. Acompanhe a sabatina abaixo:

Eduardo Farias: Felipe, você de fato recebeu uma proposta para compor uma chapa e disputar a Prefeitura?

Felipe Passos: Sim, recebemos a proposta. Acredito que vamos compor uma chapa. Há ainda algumas discussões mas vamos decidir se vamos ocupar o cargo de prefeito ou de vice-prefeito. Isso ainda vai ser discutido em um outro momento.

EF: Muito se cobra por uma chapa de continuação do governo do prefeito Marcelo Rangel (PSDB). Há uma possibilidade de você compor essa chapa ao lado da vice-prefeita Elizabeth Schmidt?

Felipe Passos: Sim, existe a possibilidade de eu integrar uma chapa de situação, essa é uma grande possibilidade dela ocupar o posto de candidata a prefeita e eu como vice-prefeita. Ela [Elizabeth] seria a primeira mulher a ser candidata a esse cargo em Ponta Grossa, algo histórico. Quero alçar voos maiores para ter mais possibilidades de fazer aquilo que acredito. Muitas coisas que penso e proponho não posso fazer como vereador, mas como prefeito ou vice poderia fazer, teria mais condições.

EF: Você está terminando seu primeiro mandato como vereador, um período cheio de embates e polêmicas. Como você avalia esse período?

Felipe Passos: Esse período na Câmara foi muito importante, propus muitos debates que havia prometido à população. Cito aqui a diminuição do número de vereadores como uma das pautas que entrou em discussão e foi aprovada e também a diminuição das horas-extras no próprio Legislativo. Quando cheguei na Câmara haviam muitas horas-extras e há quase dois anos isso não existe mais. Sinto feliz em poder ter contribuído. Isso mostra que é sim possível enxugar a máquina pública… é preciso apenas querer.

EF: Você tem uma forte ligação com a igreja católica. Caso eleito, isso deve se manter?

Felipe Passos: Acredito que essa ligação seja natural, já era liderança dentro da igreja antes de entrar para a política. Os cristãos olham pra gente como representante, como alguém que representa pautas como a defesa da família, a diminuição da máquina pública e outras pautas do tipo.

EF: Durante a campanha a vereador você se comprometeu a atuar no setor de acessibilidade. Acredita que cumpriu isso de forma satisfatória?

Felipe Passos: Gostaria de ter feito mais, mas isso se faz no Executivo e não na Câmara. Tentamos buscar melhorias, rampas e outras alternativas que melhoram o dia a dia de quem tanto precisa da acessibilidade. Minha ideia é dar continuidade, conseguir avanços nos terminais de ônibus, no ginásio dos deficientes e em outros locais. Eu quero tornar Ponta Grossa a cidade mais acessível do Brasil.

EF: Caso a candidatura se torne realidade nas convenções, qual será a prioridade da gestão?

Felipe Passos: O primeiro teria que ser um enxugamento radical da máquina pública. Proponho que os secretários sejam indicados pelos servidores da pasta e apresentam suas proposta para que o vice-prefeito e o prefeito aprovem um nome. Além disso, cito aqui uma outra preocupação: temos que enxugar o gasto com automóveis. Existe um desgaste evidente nos veículos da Prefeitura, por isso vamos propor um sistema digital muito parecido com os aplicativos de transporte individual. Além disso, queremos ainda implementar o Descomplica PG. Acredito que esse programa pode oferecer os serviços essenciais da Prefeitura nos quatro terminais de ônibus como forma de descentralizar o serviço. Também vejo que precisamos de mais informatização, por isso quero trabalhar questões burocráticas através de aplicativos. Além disso, tenho a proposta de criar escolas bilíngues na rede municipal de ensino.

EF: Temos questionado todos os pré-candidatos sobre isso. O que você pensa sobre as principais concessões públicas que devem vencer no próximo mandato?

Felipe Passos: De início… acredito que é preciso de mais audiências públicas para ouvir várias propostas sobre esses temas. Falando do transporte coletivo, imagino que já deu… acho que é hora de se encerrar. Particularmente não gosto dessa empresa [Viação Campos Gerais], tem muitos problemas para o cadeirante, eu mesmo já vivenciei isso. Já sobre a concessão com a Sanepar… eu gostei do diálogo que os vereadores tiveram com a empresa, achei favorável. Mas acredito que essas concessões devam ser muito discutidas antes de serem aprovadas, isso envolve muitas pessoas e muito dinheiro público.

EF: Como você tem acompanhado a composição partidária? Partidos como o PSD, PSDB podem compor a chapa?

Felipe Passos: Eu acredito que não só o PSDB e PSD, mas deveremos ter dois ou três, estamos com o grupo consolidado e se vierem mais partidos vão ser bem-vindos. Não é um sonho, isso [o grupo] tem sido composto… temos rabiscado projetos para a cidade.

EF: Qual é seu posicionamento diante da polarização na política brasileira?

Felipe Passos: Eu me vejo equilibrado.. tem alguns projetos que são mais de direita, outros mais de esquerda. De forma prática, me vejo equilibrado nessas duas frentes. O nosso direcionamento é a doutrina social da igreja católica. Muitas pessoas não sabem, mas, a igreja não é nem direita, nem esquerda, a igreja católica pensa no bem estar coletivo.

EF: Estamos em meio a uma pandemia. Como você avalia o combate ao covid-19 na cidade?

Felipe Passos: O prefeito Marcelo Rangel foi chamado para explicar e comentar como tem combatido o coronavírus na cidade. Vejo que o Marcelo tomou atitudes muito boas para conter a pandemia. Cito como exemplo a qualidade da alimentação fornecida nas escolas e a força da nossa economia como aspectos que contribuíram para os nossos baixos índices de infecção e morte. Além disso, as ações tomadas muito rapidamente foram essenciais, como o distanciamento social e uso de máscaras.

EF: Como você avalia os impactos econômicos desse período de pandemia?

Felipe Passos: Acredito que esse ano vamos conseguir alguma recuperação, nem que seja singela. Cito o caso do Madero que recontratou parte dos funcionários que haviam sido demitidos aqui em Ponta Grossa. Acredito que a economia vai retornando aos poucos, mas infelizmente alguns setores acabaram sendo mais atingidos.

Veja a entrevista na íntegra:

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