Política

Elizabeth a prefeita e Felipe Passos vice é tida como a ‘chapa ideal’ para sucessão de Rangel

A vice-prefeita Elizabeth Schmidt (PSD) deve ser mesmo a candidata do Governo Municipal para buscar a sucessão do prefeito Marcelo Rangel (PSDB) na Prefeitura de Ponta Grossa. O grupo do prefeito já teria recebido a informação de que a professora virá a ser a candidata em reuniões ocorridas na semana passada, que teriam contado com a presença de Rangel e do seu irmão, o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex.

E o nome preferido para ocupar o posto de candidato a vice de Elizabeth é o do vereador Felipe Passos (PSDB). Correligionário do prefeito, o vereador foi indicado na semana passada pelo PSDB estadual para ser o candidato a prefeito pela sigla em Ponta Grossa. Porém, o caminho natural será a união de forças do grupo partidário governista, com Elizabeth a prefeita e Passos para vice.

A união dos dois é tida como a mais competitiva, a se considerar as lideranças do grupo dispostas a concorrer à eleição neste ano. O entendimento também é de que a possível chapa ganha ainda mais força com apoio do governo municipal e também estadual, já que Elizabeth pertence ao mesmo partido do governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Votações expressivas

Elizabeth é a sucessora natural, como o próprio prefeito já disse em diversas ocasiões, pela experiência na vida pública e por representar a continuidade da atual gestão. Por sua vez, Passos possui a seu favor uma votação expressiva logo na sua primeira eleição à Câmara, alcançando 5.992 votos em 2016 – foi o segundo mais votado. Mais do que isso, o desempenho do vereador na eleição de 2018, quando disputou uma cadeira na Câmara Federal, é que tem pesado para sua possível indicação ao cargo de vice-prefeito.

Passos conquistou uma votação expressiva, chegando a quase 50 mil votos em 2018. Foram exatos 49.661 votos, sendo que deste total, alcançou 25.650 votos somente em Ponta Grossa. O resultado lhe rendeu a quinta suplência na coligação formada por um chapão com PSDB, PP, PTB, DEM, PMN, PMB, PSB e PROS, que elegeu oito parlamentares, entre eles Luciano Ducci (PSB), Aliel Machado (PSB), Pedro Lupion (DEM) e Ricardo Barros (PP).

Quarto mais votado

O vereador tucano foi o quarto candidato a deputado com maior número de votos em Ponta Grossa. Ficou atrás somente dos reeleitos para federal Sandro Alex (35.775 votos) e Aliel Machado (25.937 votos), e da candidata a estadual eleita Mabel Canto (28.606 votos). Passos também fez uma votação na cidade muito próxima a do então candidato a federal, Marcio Pauliki (SD). Foram 25.650 votos de Passos e 25.094 votos de Pauliki, que ficou como suplente do Solidariedade.

Portanto, em relação aos dois principais pré-candidatos de oposição ao atual Governo, Aliel e Pauliki, Passos ficou na mesma casa dos 25 mil votos em 2018. Fato que o leva a ser visto como o melhor vice para Elizabeth neste momento.

Igreja Católica

Felipe Passos tem laços com a Igreja Católica e possui uma história de vida comovente, por ter sido vítima de um assalto, em 2013, enquanto organizava um grupo de jovens para viagem à Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, com a presença do Papa Francisco.

Na Câmara, Passos bateu de frente com muitos parlamentares ao longo deste mandato, ao defender a diminuição do número de cadeiras no Legislativo e a redução nos salário dos vereadores, por exemplo. Muitos colegas de Câmara o taxam de demagogo, mas pelo resultado das últimas eleições, tal posicionamento tem agradado o eleitorado.

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