Ponta Grossa

Associações de catadores já receberam mais de 860 toneladas do Feira Verde neste ano

Neste domingo (17), comemora-se o Dia Internacional da Reciclagem, uma data instituída pela Unesco com o intuito de proporcionar a reflexão sobre a importância do descarte correto dos objetos consumidos no cotidiano. Em Ponta Grossa, uma das ações que visam a estimular a reciclagem na cidade é o programa Feira Verde, que possibilita que a população troque por alimentos os materiais que podem ser reutilizados.

Neste ano de 2020, o programa da Prefeitura Municipal já realizou a troca de mais de 863 toneladas de recicláveis nos meses de fevereiro, março e abril. Esses materiais derivados das trocas são entregues diariamente nas quatro associações de catadores de recicláveis da cidade, que atendem aproximadamente 100 famílias.

“A reciclagem é uma questão de educação ambiental importante para a cidade, pois permite que as embalagens e demais materiais que utilizamos no dia a dia não sejam jogados em aterros e nem em locais inapropriados, causando acúmulo de lixo. Ações como o Feira Verde e a coleta de resíduos recicláveis são essenciais para mantermos a cidade limpa e também para sustentar as famílias que sobrevivem financeiramente juntando esses materiais”, sustenta a coordenadora das associações de catadores de recicláveis da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Jussara Borgo.

Quantidade

Para que os materiais recicláveis cheguem até as associações mediante o Feira Verde, as pessoas precisam juntar uma quantidade mínima de quatro quilos de resíduos. Todos os dias úteis da semana há três esquipes do programa que percorrem a cidade pegando esses materiais e entregando hortifrútis em troca. A cada quatro quilos de recicláveis trocados, o cidadão tem direito a um quilo de alimentos.

No total, há 177 pontos da cidade que possuem programação de trocas. Para que esses alimentos sejam entregues para a população, 161 agricultores do município fornecem os produtos ao longo do ano.

Desde que o programa começou em 2020 até o fim de abril, 16.703 pessoas participaram das trocas. O resultado foi de quase 216 mil quilos de alimentos entregues para a população.

Conforme o diretor do programa, Izidorio Campos, os resultados são positivos levando em conta o período de quase um mês em que a ação precisou ficar suspensa por conta da pandemia do coronavírus.

“A gravidade da doença fez com que reformulássemos os processos. Hoje, mesmo com a pandemia, percebemos que o número de materiais recicláveis trocados neste período é bastante expressivo. Isso pode ser porque as pessoas ficam mais em casa e o consumo nas residências aumenta, gerando mais materiais. Com a grande demanda, para diminuirmos o risco de contágio, fixamos cartazes nos caminhões e divulgamos sobre a necessidade de se manter a distância de pelo menos um metro e meio das outras pessoas. Os nossos servidores também estão mantendo os cuidados necessários durante as trocas e garantindo a alimentação dessas famílias”, pontua Izidorio.

Quando os materiais derivados das trocas são entregues nas associações de catadores de recicláveis, os resíduos são separados, pesados e vendidos para empresas de recicláveis. O dinheiro adquirido com as vendas é revertido para as famílias que constituem as associações. As quatro beneficiadas são a Acamaruva (Uvaranas), Acamaro (Oficinas), ARREP (Borato) e Acamaru (Monte Carlo).

De acordo com o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Bruno Costa, para além dos benefícios a essas famílias, o programa Feira Verde também favorece outras três causas. “O dinheiro que investimos na compra dos hortifrútis incentiva os pequenos produtores dando a garantia de que venderão os alimentos cultivados; promove a educação ambiental, estimulando o cuidado com o meio ambiente; e garante que as pessoas mais vulneráveis economicamente tenham acesso a alimentos de qualidade. É um programa que rende muitos frutos para a cidade”, sustenta o secretário.

Pontos de Entrega Voluntária

Além do programa Feira Verde, o Município conta também com os Pontos de Entrega Voluntária (PEVs), onde as pessoas podem destinar de forma correta os resíduos, de acordo com suas classificações. Nesse caso, é necessária a participação espontânea da população. Os materiais coletados através dos PEVs também são entregues nas associações.

“O Município hoje oferece diversas opções para quem quer dar o destino correto aos resíduos recicláveis, tanto através do programa Feira Verde, como também por meio dos mais de 130 PEVs que dispomos próximos a Cmeis, escolas, áreas estratégias na região central e em grandes mercados. O importante é que cada vez mais cada um faça a sua parte e assuma a responsabilidade pelos resíduos que gera, garantindo uma quantidade menor de materiais inorgânicos enviados ao aterro e possibilitando uma fonte de renda para os integrantes das associações”, aponta o secretário de Meio Ambiente, Paulo Barros. (Com assessoria)

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