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Estudo aponta que auxílios governamentais não conseguiram amenizar crise das empresas

Como os auxílios governamentais auxiliaram no período de pandemia em Ponta Grossa? Este foi outro tema delicado abordado no estudo realizado pela Câmara Técnica Permanente de Comércio e Serviços, do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Ponta Grossa (CDEPG), em parceria com o Núcleo de Economia Regional e Políticas Públicas (Nerepp), do Departamento de Economia da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). A pesquisa, que teve o apoio da ACIPG, foi realizada entre os dias 14 e 21 de abril e contou com 468 questionários respondidos por empresários. O resultado apontou que as medidas não deram conta de amenizar a crise.

De acordo com o estudo, observou-se que quanto menor é o porte da empresa menos acesso às medidas de ajuda elas têm. O adiantamento de férias com 17,7%, a suspensão de contrato de trabalho 14,2%, o adiamento de imposto/tributo 14,2% e a diminuição da jornada de trabalho 12,7%, foram os itens mais acessados pelas empresas.

De todos os estabelecimentos que tentaram acessar algumas das medidas e não conseguiram, 64% correspondeu sobre a negativa de empréstimos, seja de Capital de Giro como 54%, como também para a folha de pagamento, com 10%. De acordo com professora Augusta Pelinski Raiher, pesquisadora do Nerepp, o adiamento de dívidas juntamente com empréstimo de Capital de Giro com 9,3% e somente o adiamento de dívidas com 7,75%.

“O principal mecanismo de ajuda que as empresas demandariam nesse período de crise seriam os empréstimos, especialmente o de Capital de Giro, exatamente a medida que menos os empresários conseguiram acessar nesse período”, disse.

Considerando as medidas mais acessadas, apenas 3,88% dos empresários não conseguiram utilizar da suspensão do contrato de trabalho, 3,88% tentaram e não conseguiram a diminuição de jornada (30%, 50% e 70%). O adiantamento de férias registrou apenas 1,55% de empresas que não conseguiram utilizar e a antecipação de feriados 2,33%. Já os adiamentos de tributos também registraram 2,33% de tentativas que não foram bem-sucedidas.

Segundo Augusta, uma das possíveis explicações para esse resultado refere-se ao pouco tempo que essas medidas foram implementadas, além do que, teve-se um baixo acesso aos empréstimos, o que também pode ter interferido na falta de efeito das medidas. Além disso, as medidas de ajuda afetaram basicamente a diminuição dos custos e não a elevação das receitas, dado que as receitas estavam contidas pelo isolamento.

“É importante que os governos analisem esse acesso, tendo em vista que nesse período de crise a ação estatal será fundamental, mas para isso, precisam ativar de fato suas ferramentas visando o alcance especialmente dos empresários que mais precisam de ajuda para sobreviverem no mercado”, comenta a professora do Nerepp. (Com assessoria)

O Relatório da pesquisa sobre os impactos da Covid-19 na economia em Ponta Grossa está disponível no link.

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