Ponta Grossa

Covid-19: Entidades que abrigam moradores de rua sofrem com pandemia e buscam doações

O Ministério Melhor Viver e a Casa da Acolhida precisam de doações financeiras para manter seus serviços. As instituições são locais que acolhem moradores de rua e sobrevivem através das doações de colaboradores, financiamento da Prefeitura de Ponta Grossa, e de ações organizadas pelas próprias instituições como eventos e bazares. Com a pandemia do coronavírus (Covid-19) a maioria das doações e fontes de recursos foram afetadas, pois muitas delas geram aglomerações.

Ministério Melhor Viver 

O Ministério Melhor Viver é um serviço de acolhimento institucional que recebe moradores de rua, em sua maioria homens, encaminhados pelo Centro POP e que se alojam pelo período mínimo de seis meses.

Segundo a assistente social responsável pelo local, Silvana Mayer Moro, além das ações independentes da instituição, outra principal fonte de renda foi afetada pela pandemia, o sorteio da Nota Paraná foi suspenso, que gerava cerca de R$ 20 mil reais mensais para o Ministério.

A Fundação Municipal de Assistência Social (FASPG) ajuda o Ministério Melhor Viver com uma doação correspondente a 50% do total do custo de funcionários. Alimentação e folha de pagamento dependem das doações e atuações da organização. Segundo a assistente social, com o estado de quarentena, que proíbe atividades que causam aglomerações, e com a suspensão da Nota Paraná, o pagamento para manutenção do local começa a ficar em estado crítico.

Casa da Acolhida

A Casa da Acolhida acomoda moradores de rua por pernoite ou semanal, porém com a pandemia do Covid-19 a instituição não realiza mais a rotatividade de moradores. Ou seja, os abrigados encontram-se  em estado de quarentena, residindo há mais de um mês na Casa. Para evitar situação de aglomeração, a instituição também optou em abrigar 26 pessoas, metade da capacidade do local.

Segundo a psicóloga Patricia Kwiatkoski, as dificuldades financeiras são as mesmas do Ministério Viver Melhor. A doação da FASPG cobre apenas a folha de pagamento dos funcionários e, no atual contexto, a entidade tem dificuldade para manter o local devido à falta de doações e a proibição de eventos.

FASPG

Segundo a assessoria da FASPG, a Fundação esta ciente da dificuldade e tomou algumas medidas para auxiliar as entidades: como um termo de colaboração, que determina o recebimento de recurso pelas metas atendidas. Os recursos são repassados de forma integral e sem atraso. Além deste termo, até o momento, a FASPG enviou itens e insumos para auxiliar na manutenção dos serviços.

Outra ação que será realizada para colaborar com as entidades, neste cenário de pandemia, é realizar a compra de materiais de limpeza, higiene e também de alimentação em regime emergencial. A Fundação entra em contato e alinha quais são os itens mais necessários no momento.

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