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Procon fiscaliza preços do leite em mercados de Ponta Grossa

O Procon, órgão vinculado à Secretaria Municipal de Cidadania e Segurança Pública da Prefeitura de Ponta Grossa (SMCSP), realiza uma força-tarefa para fiscalizar os preços de leites nos grandes mercados de Ponta Grossa. Isso porque, neste último mês, várias denúncias de abusividade dos preços foram registradas pela população brasileira, inclusive em Ponta Grossa.

De acordo com o coordenador do Procon em Ponta Grossa, Leonardo Werlang, em março, com a pandemia do coronavírus, as principais notificações feitas ao órgão pelos consumidores foram de abuso nos preços do álcool em gel e dos leites nos mercados da cidade. As denúncias referentes ao álcool em gel culminaram na abertura de 77 investigações preliminares. Para monitorar a situação, farmácias foram notificadas e, no momento, uma análise de documentações está sendo feita pelo Procon a fim de constatar eventuais elevações injustificada nos preços.

“Já estamos realizando levantamento de preços há semanas. Independentemente das denúncias, notificamos todas as farmácias com cadastro ativo na Prefeitura de Ponta Grossa. Estamos fazendo isso também com os supermercados para apurar o mercado do leite”, afirma Leonardo.

Análise

Especificamente com relação ao leite, Leonardo Werlang explica que ao realizar a análise do mercado até o momento, foi constatado que o aumento dos preços nas gôndolas acompanha o valor cobrado pelas indústrias do leite, que também subiu neste último mês. Conforme os levantamentos feitos pelo Procon, em um mês, os valores cobrados no mercado por um litro de leite subiram de R$ 0,60 a R$ 1.

Os dados também indicam uma variação de preços do mesmo produto em estabelecimentos diferentes. Por exemplo, o leite desnatado Longa Vida é comercializado em um mercado por R$ 3,09 e em outro por R$ 3,69. O produto láctico mais barato encontrado até agora é o leite desnatado da marca Piracanjuba, que pode ser encontrado nos mercados a um valor de R$ 2,89.

“O que a gente pode verificar até agora é que os supermercados estão repassando os aumentos, mas o Procon analisa caso a caso. Caso sejam constatados a abusividade e o comportamento oportunista de empresários, o estabelecimento será multado, e os atos podem inclusive constituir infração à ordem econômica”, destaca Leonardo.

A situação atual sobre a venda de produtos lácteos em Ponta Grossa vai de encontro com a de outros municípios brasileiros. No dia 25 de março, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, notificou duas associações, que concentram os maiores produtores de leite e queijo no Brasil, para que apresentem esclarecimentos sobre os motivos do aumento do preço do leite. As instituições notificadas foram a Associação Brasileira de Indústria de Lácteos Longa Vida (ABLV) e a Associação Brasileira da Indústria de Queijo (ABIQ).

Na ocasião, a Senacon foi oficiada pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), que estaria “infelizmente recebendo informações de majoração de preços – de forma injustificada neste momento pelo menos – proporcionados por parcela da indústria do queijo e do leite”, disse a entidade.

Até que os levantamentos sejam feitos com precisão, o trabalho de fiscalização e de monitoramento continua sendo feito nos grandes mercados para evitar que o consumidor seja o mais prejudicado com o aumento dos preços. A principal indicação feita pelo Procon aos consumidores é de que os cidadãos avaliem os preços antes de comprarem os produtos, seja por telefone ou pelas informações divulgadas na internet e redes sociais.

Como denunciar

As denúncias de possíveis abusos de preços em Ponta Grossa podem ser dirigidas ao Procon pelo telefone (42) 3220-1045 ou pelos e-mails: [email protected] e [email protected]. (Com assessoria)

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