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Buzinaço: Rangel reitera que PG respeitará orientações da OMS e diz “vão perder gasolina”

Depois de tomar conhecimento da manifestação organizada para a tarde desta sexta-feira (27) em Ponta Grossa, o prefeito Marcelo Rangel criticou a postura dos organizadores do buzinaço que pedirá a volta do comércio na cidade. Em seu programa de rádio na manhã desta sexta, o prefeito disse que os participantes do protesto “vão perder gasolina”, porque a cidade respeitará as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Não é Ponta Grossa, Curitiba, Londrina, estamos falando do mundo inteiro: o que todos estão propondo? Que essa curva de acometidos pela doença em estado grave se mantenha sob controle. Porque se todo mundo pegar doença ao mesmo tempo, não tem como atender e as pessoas vão morrer por causa da falta de atendimento”, justifica Rangel. “Imaginem os hospitais completamente lotados, sem UTIs e respiradores e o médico ter que escolher [quem vive]. Não queremos fazer polêmica nenhuma, acho que no fim das contas a discussão sobre a economia é o efeito colateral mais grave da doença”, complementa o prefeito.

Rangel citou a manifestação prevista para a tarde desta sexta-feira e afirmou que os motoristas que fizerem o buzinaço “vão perder a gasolina, porque é fazer uma manifestação contra a ONU [Organização das Nações Unidas], contra a OMS”. Ele reforçou que as medidas adotadas em Ponta Grossa “foram tomadas exatamente de acordo com os maiores especialistas do mundo” para evitar a propagação do novo coronavírus no município.

O prefeito também relembrou a criação do programa ATAC-19 e afirmou que ele mostra o governo municipal saindo da defensiva. “Sabemos do efeito colateral do vírus, a economia (…) Mas se a gente liberasse todo o comércio hoje de uma vez, não ia vender nada porque as pessoas têm receio de pegar a doença”, afirmou Rangel.

O secretário de Infraestrutura e Logística Sandro Alex também participou do programa e corroborou a fala do irmão. “As pessoas não estavam preparadas para ficar 30 dias sem faturamento, sem renda. O Brasil vem de uma economia em frangalhos (…) e nós não chegamos no problema, o problema ainda não chegou no Brasil”, destacou, citando os estudos que apontam o pico dos casos nas próximas semanas, entre abril e maio.

Rangel também citou a situação da cidade de Bergamo, na Itália, uma das mais atingidas pela covid-19. Ele lembrou que o prefeito decidiu abrir o comércio e o turismo quando a cidade tinha apenas dois casos confirmados e, desde então, houve uma explosão no número de casos confirmados e de pessoas que morreram em decorrência da doença. (As informações são do Portal aRede!)

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