Destaques

Escolas vão entregar kit merenda para alunos em situação de vulnerabilidade social

Com a paralisação das aulas nas unidades escolares de Ponta Grossa e a impossibilidade de utilização dos produtos da alimentação escolar, o prefeito Marcelo Rangel determinou a entrega dos alimentos em estoque aos familiares dos alunos em condição de vulnerabilidade social, matriculados nos CMEIs e escolas municipais.

Quem recebe os alimentos

Os alimentos, perecíveis e não-perecíveis, deverão ser entregues unicamente para as famílias de alunos matriculados que sejam beneficiários do programa Bolsa Família e/ou que apresentam condições de vulnerabilidade econômica e social, conforme cadastros existentes nas escolas.

Assim, em Ponta Grossa, serão montados oito mil ‘kits merenda’ com os produtos, que serão entregues com agendamento de horário pelas diretoras de cada unidade, evitando ao máximo filas e aglomerações. Conforme levantamento da Secretaria Municipal de Educação, aproximadamente 2 mil alunos são de famílias dependentes do Bolsa Família na Educação Infantil (01 a 05 anos) e outros 6 mil no Ensino Fundamental (06 a 10 anos).

“No entanto, sabemos que há famílias em situação vulnerável e que não recebem pelo programa social. Estaremos atentas para beneficiar também estas crianças. Esta é a maneira mais justa e correta de utilização do alimento, neste momento”, informou a secretária Esméria Saveli.

Montagem dos kits

Os procedimentos necessários para a montagem e entrega dos kits foram definidos pela Secretaria Municipal de Educação na Instrução Normativa nº 003/2020, de 24 de março de 2020. As diretoras e diretores poderão convocar profissionais das escolas, estagiários e voluntários membros das Associações de Pais e Funcionários, bem como membros dos Conselhos Escolares Comunitários, para a montagem e distribuição dos kits de alimentos.

A expectativa é de que os produtos estejam organizados para entrega a partir de segunda-feira, 30 de março. A SME destaca a informação de que os kits poderão apresentar pequenas diferenças entre si, tendo em vista que os produtos entregues nas escolas não são montados como uma cesta básica popular, não sendo possível fazer a manipulação dos alimentos para fracionamento em tipos e quantidades idênticas.

“O mais importante é que as crianças que estudam em nossas escolas não ficarão desassistidas durante este período difícil para todos nós, em que precisamos nos resguardar para proteger as vidas de nossos familiares e amigos”, disse o prefeito Marcelo Rangel.

Segurança alimentar

A decisão também considera a recomendação do Ministério Público para que o fornecimento da alimentação às crianças não fosse paralisado pelos municípios paranaenses durante a situação de calamidade. Em um primeiro momento, a possibilidade de manter o serviço diário de alimentação para as crianças foi descartada pelo Município, por não ser condizente com a determinação de suspensão das aulas para evitar a aglomeração de pessoas.

Sob orientação do prefeito municipal, foi adotado o procedimento de levantamento dos dados a respeito dos alunos em situação vulnerável para a distribuição dos alimentos e também a organização de todos os procedimentos necessários para a efetivação das entregas. (Com assessoria)

Deixe um comentário

Seu endereço de e-mail, website ou empresa não serão publicados.

Confira outros Posts