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Turismo de eventos é alternativa para desenvolvimento, diz SeTur

De acordo com o secretário municipal de Turismo, Edgar Hampf, a estratégia definida pelo governo municipal, de incentivar o turismo de eventos e negócios, que está em conformidade com todas as políticas públicas federais e estaduais para o setor, está fundamentada na diversificação da oferta e na melhoria imediata de serviços e produtos. Justamente por conta disso o Conselho Municipal de Turismo solicitou autorização legislativa, que está em apreciação na Câmara Municipal, prevendo ampliação dos incentivos dados pela administração municipal a eventos geradores de fluxo turístico.

“Esses incentivos foram criados por lei em 2014, e vêm tendo um grande aumento na procura, o que levou o próprio Conselho a buscar uma ampliação na oferta desses incentivos, que têm claro reflexo em toda a cadeia produtiva do turismo, uma das que mais cresce em todo o planeta”, explica o secretário.

Em 2018, cerca de R$ 100.000 foram aplicados em incentivos a eventos geradores de fluxo turístico. Em 2019, foram perto de R$ 300 mil, havendo demanda para muito mais. “Justamente por isso é que foi apresentado, através de resolução formulada pelo Conselho Municipal de Turismo, formado por representantes de todos os segmentos dessa cadeia produtiva, projeto de lei prevendo a ampliação do limite legal”, adianta.

Incentivo

O objetivo do incentivo não é o de patrocinar com recursos públicos eventos privados: “longe disso. A idéia é permitir que eventos que tenham potencial de atratividade e interesse coletivo tenham algum suporte direto. Justamente por isso tratamos de “incentivo” e não de “patrocínio”, que é algo bem diferente. A legislação atual, reforça o secretário, prevê que do orçamento de cada projeto analisado pelo Conselho Municipal de Turismo, sejam respeitados limites muito claros. Para eventos com orçamento de até R$ 100 mil, o incentivo pode chegar a 30%. Para eventos com orçamento acima desse valor, o teto é de R$ 50 mil.

“E isso ainda atendendo a dezenas de parâmetros, que vão desde a duração do evento, sua inclusão em calendários oficiais, responsabilidade social e ambiental, comprometimento com serviços e produtos locais, qualificação de mão-de-obra local, utilização de serviços prestados por profissionais do turismo da cidade e também da rede hoteleira local”.

Objetivos

Os objetivos dessa estratégia são bem claros e definidos também em parâmetros legais: adequação ao Masterplan Paraná Turístico 2026; promover e fomentar o destino Ponta Grossa por meio do incentivo à realização e promoção de eventos; fomentar a atividade turística de Ponta Grossa por meio da promoção de eventos nos diversos segmentos, com a finalidade de diversificar a oferta turística e o calendário de eventos da cidade; consolidar Ponta Grossa como centro de turismo de eventos na região e no Estado; fomentar projetos que proporcionem oportunidades de visibilidade da imagem turística da cidade, no mercado nacional e internacional.

Além de gerar fluxo turístico no município e incentivar o aumento do tempo médio de permanência do turista na cidade e impulsionar as vendas do comércio e serviços na cidade. “Um aprimoramento que já fizemos foi dar peso muito maior a eventos com duração estendida, que garantem a permanência de turistas na cidade, gerando ocupação em hotéis e movimentando toda a cadeia, além de oportunizar a aquisição de outros produtos turísticos, como turismo de natureza, aventura e cultural, por exemplo”, explica o secretário.

Projetos aprovados

Entre os projetos já aprovados pela pelo Comtur para 2020, encontram-se atividades de diversas naturezas, todas com forte potencial de geração de fluxo turístico, incluindo eventos de cunho científico, como o Congresso Rede SulBiotec, na Universidade Tecnológica Federal do Paraná; o Encontro Sul Brasileiro de Bibliotecários (que trará ao Brasil, em visita inédita, a primeira mulher a dirigir a mais importante biblioteca do planeta, a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, Carla Hayden), e diversos outros projetos, como a primeira maratona de Ponta Grossa – que trará para evento paralelo o medalhista olímpico Vanderlei Cordeiro de Lima (bronze em Atenas, 2004, e único brasileiro a receber a láurea olímpica Pierre de Coubertin).

O secretário de Turismo lembra ainda que os serviços contratados para eventos incentivados, além de novas oportunidades de emprego e renda, também têm reflexos positivos na receita do município: “serviços estão sujeitos à tributação pelo ISS. Ou seja, parte do que foi injetado nos eventos vai diretamente para os cofres públicos à medida que os serviços são contratados, gerando assim mais movimento na economia e, consequentemente, mais negócios que, por seu turno, geram novas receitas”.

Esporte, Lazer e Cultura

A respeito da inclusão de eventos com foco no esporte – maratona, torneios de tênis, etc. – e de atividades de lazer, além de eventos científico, juntamente com os de negócios, o secretário de Turismo lembra que a legislação em vigor já contempla o atendimento a esses nichos: desde que haja uma clara repercussão também no incremento do fluxo turístico no município. “Turista não viaja apenas para contemplar. Viaja para experimentar novos pratos, novas bebidas, novas formas de encarar o mundo, para aprender, para sentir e também para competir”.

Assim, a legislação já em vigor prevê três categorias de eventos, como possíveis beneficiárias desse incentivo: eventos de negócios, técnicos, científicos e religiosos, com capacidade direta de promover e fomentar o turismo na cidade; eventos de cunho cultural com capacidade de promover a diversidade de expressões culturais em Ponta Grossa e estimular a memória e a divulgação das tradições locais; e eventos esportivos, de ecoturismo e de turismo de aventura.

Entre as obrigações dos eventos incentivados está, conforme a legislação em vigor, “priorizar a utilização da mão-de-obra artística, técnica e administrativa local, sendo que desta forma os materiais, equipamentos e serviços deverão ser adquiridos de empresas locais”. O que gera, lembra o secretário, exatamente o que a lei se propõe: estímulo à economia em diversas frentes, com reflexos positivos em diversas áreas do setor produtivo e especialmente na área de serviços.

O QUE CONTA

Veja quais são os pontos que mais pesam na pontuação dos projetos:
– duração do evento;
– reservas/bloqueios na rede hoteleira local;
– parcerias com guias, produtores de artesanato, empresas de transporte e atrações turísticas locais:
– período de tempo específico para visitação de pontos turísticos da cidade;
– compromisso social;
– responsabilidade ambiental;
– origem dos participantes (regional, estadual, nacional ou internacional)

Vantagens do turismo de Eventos e Negócios

De acordo com o documento “Negócios e Eventos” do Ministério do Turismo, há características bastante peculiares para o turismo de negócios e eventos, com grandes vantagens para toda a cadeia produtiva. Entre as características principais estão:

* Equacionar períodos sazonais, equilibrando oferta e demanda durante todo o ano, independente de condições climáticas, férias escolares, inverno/verão, etc.

• Alta rentabilidade, uma vez que o turista desse segmento, em relação ao turista de lazer, apresenta maior gasto médio. Além disso, o turista que participa de um evento em determinado destino que ainda não conhecia, costuma retornar outras vezes com o intuito de lazer e, normalmente, com mais tempo, o que propicia maior permanência no destino;

• Possibilidade de interiorização da atividade turística, pois podem ser realizados em cidades menores, desde que apresentem as condições e estruturas necessárias para a realização de negócios ou eventos;

• Uso de infraestrutura e serviços de elevado padrão de qualidade, de modo a valorizar o profissionalismo, requerendo serviços dinâmicos.

• A demanda não reduz significativamente em momentos de crise econômica;

• Aumento da arrecadação de impostos, pois normalmente o turista de Negócios & Eventos necessita da emissão de notas fiscais para comprovação de despesas à empresa ou instituição à qual pertence.

• Contribuição para o crescimento dos negócios locais por conta do intercâmbio comercial e empresarial, no qual se estabelecem contatos diretos entre fabricantes e consumidores;

• Desenvolvimento científico e tecnológico devido à participação de profissionais especializados e equipamentos de última geração;

• Disseminação de novas técnicas e conhecimentos definidos nos encontros nos destinos-sedes e que ficam como legados às comunidades locais.

• Motivação ocasionada principalmente pelo interesse no evento, podendo ou não estar aliada à atratividade do destino;

(Com assessoria)

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