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Eleições 2020: Vai começar o período do troca-troca partidário dos vereadores

Fevereiro chega ao fim e as articulações políticas para as Eleições Municipais vão começar a se intensificar a partir de março. Isso porque vai passar a valer o período chamado de ‘janela partidária’, que são os 30 dias permitidos por lei para que um político com mandato mude de partido sem perder o mandato. Tal período vai de 5 de março a 3 de abril. Na prática, foi a possibilidade que o Congresso deixou na lei, ao fazer a mini-reforma eleitoral, para que seja praticada a ‘infidelidade partidária’. As pessoas sem mandato, que não são filiadas ou que estão em um partido, mas desejam mudar, também têm até 3 de abril para fazê-lo.

Em Ponta Grossa, assim como na maior parte dos mais de 5 mil municípios do país, junto com a ‘janela da infidelidade’ virá um troca-troca intenso de legenda entre os vereadores. Boa parte dos 23 legisladores municipais vai aproveitar a brecha na lei para se alocar em um partido que lhes proporcione maiores chances de vencer a eleição em outubro. A ideologia partidária, pouco importa, o que interessa é sobreviver na política.

Fim das coligações

Neste pleito, existe mais uma mudança da mini-reforma eleitoral que deve fazer com que alguns partidos inflem de vereadores, enquanto outros ficarão esvaziados. Trata-se do fim das coligações para eleição ao Legislativo. Portanto, o que vai acontecer é que algumas legendas podem ficar até com cinco vereadores, ao passo que outras não ficarão com nenhum. Tudo para que os parlamentares possam garantir que o partido em que se filiarem consiga ultrapassar o coeficiente eleitoral necessário para garantir cadeiras na Câmara.

Estima-se que, para eleger um vereador, será necessário perto de dez mil votos, somados os 29 candidatos possíveis, que serão divididos em até 70% de homens e no mínimo 30% de mulheres.

Câmara

Na Câmara, alguns vereadores já adiantaram que não permanecerão nas atuais legendas, como é o caso do presidente da Casa, Daniel Milla, que se elegeu pelo PV, mas que terá outro caminho neste ano. Ainda não é sabido o destino do parlamentar, mas é certo que o PSD é uma possibilidade. O PSD, partido do governador Ratinho Junior, que não possui representantes na Câmara, é cotado para receber um grande número de vereadores.

As articulações políticas do partido estão sendo feitas por Elizeu Chociai, que não revela nomes, mas antecipou que até cinco vereadores podem adentrar à legenda nesta janela. Especula-se que além de Milla, há convites para o vereador e atual secretário de Governo, Maurício Silva, hoje no PSB, para o líder do Governo na Câmara, Rudolf Polaco, atualmente no Cidadania (antigo PPS), para o vereador Rogério Mioduski (Cidadania – suplente que está no mandato no lugar deixado por Maurício Silva), e para a vereadora Professora Rose, hoje no PSB.

Perde e ganha

Portanto, o PSB poderá perder seus dois vereadores, mas deve ganhar outros dois. É forte a possibilidade dos dois parlamentares da Rede Sustentabilidade, Pietro Arnaud e Geraldo Stocco, se filiarem ao partido, acompanhando o possível candidato a prefeito da sigla, deputado federal Aliel Machado. A Rede, por sua vez, deve ficar sem representante com mandato.

Um caso em que já é conhecido o destino da troca é do vereador George de Oliveira, que deixará o PMN, para ingressar no Pros. Dessa forma, é possível que o representante do Pros, Sargento Guiarone, tome outro rumo. Em movimento contrário, o vereador Valter de Souza, que deixou o Pros durante o mandato, para ingressar no PP, poderá tomar o caminho de volta.

Os dois representantes do Podemos (antigo PTN), João Florenal Silva e Paulo Balansin, não devem permanecer no partido. O destino ainda não foi revelado. Outro que não deve permanecer na legenda atual, por ter perdido o comando do PRB local, é o Pastor Ezequiel Bueno. Para qual partido vai também não foi anunciado até o momento.

De saída do PDT

No PDT, os dois vereadores não devem permanecer: Dr. Magno Zanelato e Jorge da Farmácia devem tomar outros rumos. O primeiro planeja uma candidatura a prefeito, ainda com partido incerto, enquanto o segundo tende a acompanhar o mentor político e pré-candidato a prefeito, Marcio Pauliki, que é o presidente estadual do Solidariedade (SD).

O vereador Ricardo Zampieri já anunciou que não vai continuar no PSL. O parlamentar, que se elegeu pelo Solidariedade, ingressou no PSL por aderir ao movimento pró-Bolsonaro em 2018. Agora, entretanto, com a saída do presidente da sigla, ele vai adotar a mesma medida.

À espera do registro

Zampieri ainda aguarda para saber se o novo partido de Bolsonaro, o Aliança pelo Brasil, conseguirá o registro junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em tempo para a disputa das eleições municipais. O prazo para registro de novas legendas vai até 4 de abril. Caso o Aliança pelo Brasil não se formalize, Zampieri afirma que já tem um plano B costurado. Ele pretende ser candidato a prefeito ou a vice nestas eleições.

Outros dois que não devem ficar nas atuais siglas são Celso Cieslak, hoje no PRTB, e o vereador Divo, atualmente no PSC. O caminho a ser tomado ainda não é sabido. Porém. como ambos são alinhados à base governista na Câmara, o destino deve ser um dos partidos ligados ao prefeito Marcelo Rangel (PSDB).

PSDB e DEM podem ser exceções

No PSDB, a tendência é que seja formada uma chapa forte, o que deve fazer com que os dois representantes permaneçam: Felipe Passos e Eduardo Kalinoski. O mesmo pode acontecer com o DEM, que não deve perder seus dois vereadores: Mingo Menezes e Sebastião Mainardes Junior. Este último, no entanto, será candidato a prefeito pelo partido.

Por fim, o campeão de votos em todas as eleições para vereador que disputou, o médico Dr. Zeca Raad, trabalha para conseguir uma chapa com votos suficientes dentro do Cidadania para alcançar mais uma reeleição.

Em síntese, este é o quadro atual dos vereadores em relação à troca de partido. Se irá ou não se concretizar, somente saberemos até o próximo dia 3 de abril. O que é certo é que o troca-troca será grande. E que os ‘jogos’ comecem!

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