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Professora leva à Câmara conhecimento sobre dança afro-brasileira

A Escola Municipal Braulina Carneiro de Quadros, localizada no Jardim Carvalho, em Ponta Grossa, esteve nesta quarta-feira (11) na Tribuna da Câmara Municipal de Ponta Grossa para orientar os vereadores da Casa a respeito da dança típica ‘Maculelê’, magistralmente apresentada por alunos da Escola durante a Feira do Livro, nesta semana. Devido a uma interpretação equivocada que circulou pelas redes sociais e foi levada à Câmara, a apresentação foi confundida com um ato religioso.

O trabalho foi apresentado pela professora de Educação Física e coordenadora do projeto, Sônia Eliana da Silva Massutti. Ela deu orientações aos vereadores sobre a origem e o propósito da dança. Sua execução, além de contribuir para o desenvolvimento motor, emocional e educacional dos alunos, compreende vários conhecimentos oferecidos dentro do currículo escolar. Nele, são envolvidos os componentes curriculares Língua Portuguesa, Formação Humana, Educação Física e outras, buscando o desenvolvimento integral da criança.

“O Maculelê é uma manifestação cultural surgida em Santo Amaro da Purificação, na Bahia, berço também da capoeira. É uma dança folclórica brasileira de origem afro-brasileira e indígena. Em sua origem o Maculelê foi uma arte marcial armada, que nos dias de hoje se preserva na simulação de uma luta tribal usando como arma dois bastões chamados de grimas, com os quais os participantes desferem e aparam golpes no ritmo da música em línguas africana, indígena e portuguesa”, narrou a professora.

Formação Humana

Nas escolas municipais de Ponta Grossa, tendo como parâmetro a Base Nacional Curricular Comum (BNCC), os professores seguem a orientação da Secretaria Municipal de Educação e buscam enriquecer o aprendizado dos alunos, realizando a integração de diversos componentes curriculares. Um desses temas é o componente curricular Formação Humana/Ensino Religioso – que nada tem a ver com ensinar diretamente sobre cada uma das religiões ou simular diferentes atos religiosos. Em associação com a Educação Física e Artes, por exemplo, temas como o folclore ganham vida por meio de apresentações artísticas como a do Maculelê. Assim, a SME trabalha em uma perspectiva de desenvolver uma “Cultura da Paz” junto a professores e alunos, com respeito aos seres humanos que praticam os diferentes tipos de religião, colocando por terra qualquer tipo de preconceito cultural. (Com assessoria)

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