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Rangel fala sobre sucessão na Prefeitura pela 1ª vez; confira os nomes

O prefeito Marcelo Rangel (PSDB) retomou as atividades nesta segunda-feira (05) após um período de férias. E no programa Central de Notícias, da Rádio Mundi FM, o alcaide falou pela primeira vez sobre a sucessão na Prefeitura de Ponta Grossa, nas eleições de 2020. Ele ressaltou que não pode ser novamente candidato por já ter sido reeleito, e que a legislação também impede que qualquer integrante da sua família concorra a prefeito, incluindo, obviamente, o irmão Sandro Alex.

Oposição

Rangel começou citando os nomes da oposição, com Aliel Machado (PSB), Pedro Wosgrau Filho (PP) e Márcio Pauliki (SD). Citou que são oposição não apenas ao governo municipal, mas também ao Governo Ratinho Junior, que deverá ser peça chave nas eleições municipais caso mantenha o índice de aceitação que supera os 70%, em pesquisa divulgada recentemente.

Para o prefeito, Aliel é um nome forte, por já ter sido candidato, alcançando o segundo turno das eleições de 2016. Rangel enfatizou que Aliel deve ser o representante da esquerda na corrida prefeitural em 2020.

Sobre Wosgrau, o chefe do Executivo lembrou as três vezes em que o ex-prefeito administrou a cidade, e que a experiência adquirida pode ser fator de qualificação para uma possível candidatura. Entretanto, Wosgrau aparece em uma lista de inelegíveis, divulgada em 2018 pelo Tribunal de Contas do Estado, por supostas irregularidades encontradas na prestação de contas enquanto era prefeito.

O processo de tal prestação de contas ainda precisa passar por julgamento da Câmara. Caso não consiga reverter a desaprovação, Wosgrau não teria condições de ser candidato diante da lei da Ficha Limpa. Quem também estaria inelegível, por determinação do TCE, seria o ex-prefeito Jocelito Canto. Sobre Jocelito, Rangel lembrou da inelegibilidade em sua fala no rádio, ao ser questionado pelo âncora do Central de Notícias, Nilson de Oliveira.

Em relação a Pauliki, Rangel disse que, mesmo diante de uma candidatura, prevê dificuldades para o adversário político, diante do fato de ter ficado sem mandato ao não se eleger deputado federal em 2018, depois de um mandato como deputado estadual. O prefeito ressaltou ainda que o grupo político que esteve com Pauliki se desfez após o revés nas urnas.

Para o alcaide, algum vereador da oposição também pode vir a ser candidato a prefeito, mas não considera que possa surgir alguma candidatura com potencial.

Situação

Já sobre os possíveis candidatos da situação, Rangel citou vários nomes, começando pela vice-prefeita, Elizabeth Schmidt (sem partido), indo para os secretários de Planejamento, Celso Sant’Anna (PSDB);  de Governo, Maurício Silva; de Serviços Públicos, Márcio Ferreira; o presidente da Câmara, Daniel Milla (PV); o vereador Felipe Passos (PSDB); e o presidente do Grupo Gestor do Operário, empresário Álvaro Góes.

O prefeito considera que Elizabeth Schmidt é a sua sucessora natural, por ter vencido a eleição de 2016 junto com ele, e, principalmente, pelo trabalho desempenhado ao longo dos anos na vida pública. Rangel citou o carisma, agilidade e força da vice-prefeita, além do pulso firme durante os momentos em que assumiu a Prefeitura. Rangel disse que uma decisão de Elizabeth sobre candidatura passará pela concordância da família. Para o prefeito, o nome dela ainda pode ser considerado para uma composição, ocupando o mesmo cargo de vice em uma chapa.

Sobre Celso Sant’Anna, Rangel destacou a atuação do engenheiro como secretário de Planejamento na atual administração, e também como secretário de Obras e presidente da CPS no Governo Pedro Wosgrau. O alcaide lembrou que passa pelas mãos de Sant’Anna os investimentos em pavimentação na cidade, que vão chegar a mais de R$ 80 milhões. Para o prefeito, Sant’Anna possui carisma e experiência para vir a ser candidato, caso essa seja a sua vontade.

Acerca do presidente da Câmara, Daniel Milla, Rangel afirmou que o vereador está se destacando na gestão do Legislativo e revelou que Milla, hoje no PV, deve trocar de partido na janela para mudança de sigla no primeiro semestre do ano que vem. Segundo Rangel, Milla vai se filiar a uma legenda da situação. Trata-se de um jovem com potencial, segundo o prefeito.

Rangel citou também o nome do presidente do Conselho Gestor do Operário, empresário do grupo GMAD, Álvaro Góes. Disse que é uma grande liderança ligada ao Governo, amigo da família, e tem uma história bonita de empreendedorismo, saindo da condição de trabalhador braçal para ocupar lugar de destaque entre os maiores empresários de Ponta Grossa.

O prefeito ressaltou que Góes possui um alicerce muito forte com o Operário, ao fazer da equipe campeã Paranaense e Brasileira, das séries D e C, e colocar o clube atualmente na série B. Porém, para uma candidatura, Rangel ponderou que, se o clube subir para a série A, Góes terá uma excelente oportunidade de candidatura; se permanecer na série B, ainda assim será um candidato viável; mas se a equipe retornar para a série C, ficará inviável uma candidatura, por conta da reação das pessoas aos resultados do futebol do Operário.

A respeito de Felipe Passos, Rangel disse ser um possível candidato, também alinhado com o Governo, que conquistou uma votação expressiva para deputado federal, e que pode ser candidato a prefeito, a vice, ou ainda sair novamente para vereador e, dependendo do número de votos, se credenciar para ser candidato a deputado estadual em 2022.

O prefeito falou também da possibilidade de candidatura do secretário Márcio Ferreira, conhecido como Superman. Rangel frisou que Ferreira é muito popular e que pode vir a surpreender nas urnas caso seja candidato.

Sobre Maurício Silva, Rangel destacou a experiência do advogado na vida pública, como vereador, presidente da Câmara e secretário de Governo. O prefeito enfatizou a aceitação de Silva no interior, no eleitorado dos distritos, e também acredita que pode ser um nome interessante para candidato a vice ou mesmo a vereador novamente, sendo um bom puxador de votos.

Mais dois nomes fortes

Rangel citou ainda dois secretários que, embora descartem nesse momento uma possível candidatura, são nomes fortes que poderiam ser apresentados à população. Trata-se da secretária de Educação, Esméria Saveli, e do secretário da Fazenda, Cláudio Grokoviski.

A primeira, segundo Rangel, transformou a educação em Ponta Grossa, com a implantação do ensino em tempo integral e a valorização dos professores e servidores da área.

O segundo, conforme Rangel, tem um Q.I muito elevado, uma experiência de 30 anos como funcionário de carreira e o respeito dos mais de 8,7 mil funcionários públicos. Foi o responsável por tirar a Prefeitura do vermelho em um grande programa de recuperação e justiça fiscal.

Senhor ou senhora surpresa

Para finalizar, Rangel declarou ainda que pode surgir um nome totalmente novo, “o senhor ou a senhora surpresa”, sem vínculos políticos atualmente, mas que podem contar com o fator surpresa para uma candidatura. O prefeito revelou que em pesquisas de intenção de voto realizadas para consumo interno, cerca de 20% dos entrevistados disseram que gostariam de votar em um nome fora do círculo político atual. Existe essa possibilidade, segundo Rangel, desde que tal nome tenha alinhamento com o governo municipal, estadual e preferencialmente em nível federal também.

Acesse abaixo o link da transmissão ao vivo do programa de rádio. Rangel trata da sucessão na segunda metade do vídeo:

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