A Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa recebeu na reunião da Diretoria de segunda-feira (1º), o prefeito Marcelo Rangel (PSDB) e o procurador do município João Paulo Deschk. Eles foram a convite da instituição para falar sobre o projeto de lei 211/2019, que cria o Fundo Municipal do Transporte Coletivo Urbano do Município de Ponta Grossa. O projeto tramita na Câmara Municipal.

O prefeito explicou para os diretores que a medida visa a uma maior transparência no transporte coletivo de Ponta Grossa. Ele contou que foi realizada uma análise de mais de dois anos para saber se a Prefeitura tinha condições de assumir a bilheteria.

“Acreditamos que a Prefeitura no momento que assumir, terá condições positivas de trabalhar com o transporte público e ainda fiscalizar a compra do vale transporte, pois não temos como saber das negociações diretas da empresa com os colaboradores. Poderemos fazer uma análise mais criteriosa sobre isso, considerando que das 14 mil empresas, apenas 2.600 utilizam do serviço”, explica.

Transparência diária

Foi destacada também a possibilidade de transparência diária, diretamente na página de internet da Prefeitura do que entrar de recursos com o transporte coletivo no município. Rangel comentou que a iniciativa já é exemplo para outros municípios.

“Cada passagem vendida entra diretamente no caixa municipal e temos que prestar contas de tudo para o Tribunal de Contas”, elucida o prefeito, que adianta que a bilhetagem seria totalmente eletrônica.

Rangel falou ainda sobre a receita do transporte coletivo passar pela contabilidade da Prefeitura. Ele contou que a estimativa é de que mensalmente o transporte coletivo arrecade entre R$ 8 a R$ 10 milhões. O prefeito explicou que por se tratar de um fundo, não existe a possibilidade de os recursos serem utilizados para outra finalidade.

“Não posso dizer que não é interessante para o município, pois com um orçamento novo, os níveis de endividamento aumentam. Além disso, o limite prudencial que já está em 54% da receita do Município (máximo permitido), cairia para 50%. Porém, se retirar a entrada dos recursos no orçamento, não fará diferença no planejamento quanto ao projeto”, disse o prefeito.

Cautela

Para o presidente da Acipg, Douglas Taques Fonseca, a proposição apresenta vantagens no que tange à transparência do transporte coletivo, porém, existem fatores que devem ser avaliados com cautela.

“A ACIPG apoiará sempre a transparência nos serviços prestados para a sociedade. No entanto, considerando outros fatores expostos pelo prefeito, a Diretoria da instituição avaliará com mais tranquilidade o teor do projeto para se posicionar”, finaliza o presidente da ACIPG, que agradeceu a disposição do prefeito em elucidar o assunto com a instituição. (Com assessoria)

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