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Prefeitura estuda universalização do transporte público

Na tarde de quarta-feira (22), o prefeito Marcelo Rangel (PSDB) e o vereador Felipe Passos (PSDB) se reuniram com secretários municipais da Fazenda, Cláudio Grokoviski, e Planejamento, Celso Sant’Anna, para iniciar estudos inovadores na área de transporte público. A iniciativa tem a intenção de realizar a universalização do transporte na cidade de Ponta Grossa para todos os cidadãos.

Hoje, estimativas indicam que 65% do transporte público é usado por funcionários de empresas, onde estas realizam o custeio, 5% estão nas gratuidades já previstas nos programas municipais (Feira Verde e Passe Livre, por exemplo), restando 30%, que é diretamente ligado aos usuários pagantes.

“Os estudos de universalização estão focados para este 30%, com recursos provenientes da adimplência dos impostos municipais. Na reunião realizamos as primeiras tratativas para verificar a viabilidade desta proposta”, explica o secretário de Fazenda, Cláudio Grokoviski.

Substituição da frota

Durante a reunião foi debatido que a universalização deve ser encarada não de forma imediatista, mas como um processo, políticas de inclusão social e principalmente melhora na infraestrutura do transporte público (acessibilidade, vias exclusivas, valorização de profissionais, melhores veículos, entre outros). Seria necessário substituir os veículos a diesel, por ônibus elétricos ou biocombustíveis.

“Sabemos que para isso acontecer é necessário que o governo tome várias medidas, e envolva muitos técnicos para estabelecer um projeto viável e que possa sair do papel. Nós estamos trabalhando com essas ações e podemos ver resultados em alguns projetos que já estão em andamento, os mais recentes são o Passe Verde, Passe Livre, a tarifa zerada para Idosos e deficientes que já são assegurados por lei”, destaca o prefeito Marcelo Rangel.

Viagem a Buenos Aires mostra que é viável

Muitas cidades vêm adotando essa forma de gerir o transporte público no Brasil, algumas delas já oferecem ônibus gratuitos a seus moradores, como Agudos, em São Paulo, Porto Real e Maricá, no Rio de Janeiro, Ivaiporã aqui no Paraná.

“Nesse sentido, é fundamental discutir o grande papel da inovação tecnológica para mobilidade urbana e sustentabilidade. Minha viagem até Buenos Aires mostrou que é viável ter um gasto menor com o combustível dos transportes públicos, agora precisamos verificar maneiras de trazer esses facilitadores para próximo de nós e assim conseguir baixar as tarifas e chegar no ideal, a universalização do transporte”, comenta Rangel.

É comprovado por especialistas em políticas públicas e economistas que o transporte gratuito pode trazer benefícios sociais e ajudar a reduzir o trânsito e que com vontade política e apoio da população, seria possível levar adiante um projeto nesse sentido.

“Entre as alternativas interessantes estão um repasse de recursos do Estado e da União. Também poderia haver um rearranjo dos gastos municipais, com a identificação de áreas em que poderiam ser feitos cortes para que os recursos sejam direcionados ao transporte gratuito”, comenta o vereador Felipe. (Com assessoria)

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