Nesta segunda-feira (30), o Centro Municipal de Educação Infantil João Haddad realizou uma oficina de alimentação saudável – do plantio até a colheita e culinária. O projeto tem como objetivo ensinar os benefícios dos alimentos de origem orgânica e incentivar as crianças a experimentarem os sabores dos alimentos cultivados na horta. Além do trabalho educacional com as crianças, a comunidade também terá acesso nos períodos de colheita.

Na prática, os pequenos foram transformados em mini chefs por um dia. O ingrediente principal: beterrabas. O desafio: fazer, além do suco, o fabuloso “Red Velvet”, o lindo e delicioso bolo vermelho. Após a colheita da raiz tuberosa e o plantio de novas mudas feitas por todas as crianças, elas usaram a própria produção na aula de culinária. Assim, as próprias crianças foram as protagonistas, ensinando as receitas aos alunos com o auxílio das professoras. O bolo e o suco fizeram sucesso e não sobrou nenhum pedaço para contar a história. Mais de 100 crianças participaram da ação.

As crianças não só plantam os alimentos como também colhem e levam para a sala de aula, para serem estudados. Para a coordenadora pedagógica Emileine de Moraes dos Santos, o projeto surtiu muito efeito na alimentação das crianças. “Para eles é muito especial, porque geralmente o que o pai compra no mercado é cheio de veneno e aqui é orgânico. Eles conseguem perceber a diferença na qualidade do produto, da cor até o tamanho”, aponta Emileine, responsável do projeto.

Horta

Segundo a direção da unidade, a horta não envolveu só as crianças, mas também toda comunidade. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente apoiou a ação com a doação da terra e os pais com 120 mudas para os primeiros plantios. A horta foi produzida e em dois espaços: uma no gramado ao lado da quadra de esportes e uma horta maior nos fundos do CMEI.

A equipe pedagógica também criou uma pequena quitanda na entrada onde conta, com apoio de um folder informativo, as propriedades nutricionais do produto do dia, os benefícios para a saúde e receitas com a verdura, raiz ou legume. Segundo a professora Eliane Fátima Domingues, depois do projeto, nos almoços, as crianças a chamam para mostrar que estão comendo alimentos que antes elas não aceitavam, como a beterraba.

“A gente vê que tinham crianças que antes não aceitavam comer verduras e legumes e, graças ao aprendizado em sala de aula, elas passaram a gostar de comer”, relata Eliane, professora do infantil V. (Com assessoria)

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