Política Ponta Grossa

Felipe Passos busca viabilizar candidatura à Prefeitura

O vereador Felipe Passos (PSDB) tem mantido conversas com lideranças do município com a intenção de participar nas eleições de 2020 como candidato à Prefeitura de Ponta Grossa, seja como prefeito ou vice. Segundo vereador mais votado em 2016, com 5.992 votos na sua primeira disputa eleitoral, Passos alcançou um lugar de destaque na política local com a votação que conquistou em 2018, quando foi candidato a deputado federal.

Foram exatos 49.661 votos, sendo deste total 25.650 votos somente em Ponta Grossa. Foi o quarto mais votado na cidade, atrás apenas de Sandro Alex (35.775 votos), Mabel Canto (28.606 votos) e Aliel Machado (25.937), todos eleitos. Ficou à frente de Marcio Pauliki, que obteve 25.094 votos.

Conversas com Pauliki e Aliel

Recentemente, Passos assumiu a presidência do PSDB de Ponta Grossa, mesmo partido do prefeito Marcelo Rangel. Entretanto, o vereador tucano começou as tratativas para buscar um lugar em chapa majoritária no ano que vem justamente com o adversário político do alcaide: o empresário Marcio Pauliki (SD). Posteriormente, procurou o deputado federal Aliel Machado (PSB).

A princípio, Passos se coloca como pré-candidato a prefeito, mas diante da sua inexperiência política e, principalmente, administrativa, o posto de candidato a vice também é encarado de forma positiva, já que o jovem parlamentar vislumbra uma nova candidatura a deputado em 2022, só que dessa vez para estadual.

Vice de Pauliki?

A conversa com Pauliki deixou o vereador entusiasmado e repercutiu no meio político. O próprio empresário, que é pré-candidato a prefeito pelo Solidariedade, passou a pensar na possibilidade de contar com Passos como vice. Claro que existem outros nomes, mas o tucano é visto com bons olhos pelo ex-deputado estadual.

Passos tem laços com a igreja católica e possui uma história comovente, por ter sido vítima de um assalto, em 2013, enquanto organizava um grupo de jovens para viajem à Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, com a presença do Papa Francisco.

Sem sintonia

Já na conversa com Aliel, o tucano pode perceber que não será tarefa fácil costurar uma aliança forte para disputa pela Prefeitura. O deputado teria deixado claro que não pretende se aliar a políticos de partidos que não tenham a mesma linha ideológica do PSB, o que inclui o PSDB. Portanto, uma aproximação eleitoral com Aliel estaria muito longe de acontecer.

Resta saber como o vereador irá lidar, dentro do seu projeto político pessoal, com o fato de pertencer ao mesmo partido do atual prefeito, com quem deveria ser o primeiro a tratar de uma possível candidatura, e que certamente não ficará de fora das tratativas para sua sucessão.

Foto: Kauter Prado\Câmara

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