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Mercado da construção civil se mantém estável durante 2018 em PG

O mercado da construção civil se manteve estável em Ponta Grossa em 2018 na comparação com o ano anterior. É o que mostra o levantamento do Conselho Regional e Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR), referente às Anotações de Responsabilidade Técnica (ARTs), que são registradas por profissionais de Engenharia junto ao Conselho. Os números englobam execuções de obras civis na cidade e serviços como avaliações, perícias e projetos.

Em 2018, foram registradas 6.110 ARTs em Ponta Grossa, pouco menos do que em 2017 (6.115). Imbituva, na região dos Campos Gerais, registrou, em 2018, aumento de 15,59% no número de ARTs na área de Engenharia Civil, passando de 418 para 479 no ano passado. Já em Palmeira, na região dos Campos Gerais, o cenário foi diferente. Houve uma queda de 15% no mercado da construção civil em 2018, com 497 ARTs. Já no Paraná houve aumento de 6,52% na quantidade de ARTs de Engenharia Civil em 2018 na comparação com 2017, passando de 162,7 mil para 173,3 mil.

“O número de ARTs serve como indicador da economia do Estado, das regiões e municípios nas áreas da Engenharia, já que os profissionais e empresas destas áreas estão sujeitos ao registro compulsório da ART quando são contratados para a execução de obras e prestação de serviços”, explica o gerente do Crea-PR em Ponta Grossa, o Engenheiro Agrônomo Vânder Della Coletta Moreno.

Positivos

Na avaliação do Inspetor do Crea-PR e presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Ponta Grossa (AEAPG), o Engenheiro Civil Rafael Mansani, os números de Ponta Grossa são positivos se forem consideradas as condições econômicas do País. “A estabilidade configura que os investimentos se mantiveram na cidade. Esperamos que em 2019, com a retomada do crescimento no Brasil, mesmo que lento, o número de ARTs aumente”, diz.

Para ele, Ponta Grossa, por um período, deixou de crescer apesar de todo o potencial. “Quando as construtoras tiveram coragem de ‘ousar’ iniciamos um novo processo de crescimento e de acreditar no potencial construtivo da cidade, atendendo a uma demanda em termos de moradia, tanto para o ‘Programa Minha Casa, Minha Vida’, quanto de moradias de alto padrão”, comenta.

Somente a Construtora Miquelão, em Ponta Grossa, lançou, nos últimos quatro anos, cinco empreendimentos de médio e alto padrão na cidade. Conforme o diretor comercial da empresa, Fábio Miquelão, a cidade se diferencia em termos de infraestrutura, por ser cercada por rodovias e ferrovias, pela proximidade com a capital do Estado e com o Porto de Paranaguá.

“Acredito que tivemos uma demanda reprimida na cidade por alguns anos. Enquanto Londrina e Maringá, por exemplo, foram planejadas e ‘puxaram’ o desenvolvimento, Ponta Grossa ficou à sombra de Curitiba. O que vemos atualmente é totalmente diferente, além de que as exigências dos clientes mudaram bastante”, pontua. Para o diretor da Construtora Miquelão, com a estabilização econômica do país, o cenário da construção civil é promissor.

Fiscalização

Em 2018, a equipe de fiscalização do Crea-PR em Ponta Grossa, que abrange 22 municípios dos Campos Gerais, executou 1.496 fiscalizações em obras e serviços de Engenharia Civil na região. No Estado, foram quase 18 mil ações. Nos locais, fiscais do Crea-PR verificam se existe responsável técnico pela atividade e se o profissional está habilitado para a função junto ao Conselho.

No site do Crea-PR, no endereço eletrônico www.crea-pr.org.br, no menu “Consulta Pública”, é possível consultar os dados dos profissionais e empresas legalmente habilitados para atuarem no Paraná, nas diversas áreas. (Com assessoria)

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