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Rangel pede atenção ao ‘Mais Médicos’ em conversa com ministro da Saúde

Na capital federal, onde participa da 22ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, promovida pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), o prefeito Marcelo Rangel (PSDB) reuniu-se na manhã desta quarta-feira (10) com o ministro Luiz Henrique Mandetta, com quem tratou de assuntos relacionados à área de Saúde. As informações são do portal aRede. 

Um dos temas discutidos foi o programa Mais Médicos. Ponta Grossa encontrou dificuldades para recompor o quadro de profissionais, no início do ano, com a necessidade de abrir concurso público. “O programa ainda tem que melhorar”, assinalou o prefeito nas redes sociais.

Em entrevista recente ao portal aRede, Rangel afirmou que o município sofre com o ‘abandono’ de médicos do programa. Mesmo se tratando de uma cidade bastante visada pelos profissionais, os médicos que aceitam participar do programa acabam deixando os postos de trabalho assim que conseguem uma oportunidade de emprego melhor. Com isso, Rangel explicou que Ponta Grossa precisa renovar constantemente o quadro de profissionais, encontrando dificuldades de contratação.

O município já oferece um ‘bônus’ salarial – além do pagamento de responsabilidade do governo federal – para os médicos do programa. Ainda assim não consegue manter os profissionais da Saúde. O problema também é o mesmo em outros municípios brasileiros. Durante a breve conversa com o ministro, Rangel solicitou uma alternativa para solucionar o problema.

Outro assunto discutido foi a ampliação do horário de atendimento das Unidades Básicas de Saúde (UBS) em Ponta Grossa. Na terça-feira (9), o governo federal informou que vai destinar mais recursos para unidades básicas de saúde (UBS) que estenderem o horário de atendimento ao público. Aquelas que ficarem mais tempo abertas terão benefícios no custeio das atividades, recebendo adicionais para pagar equipes e ganhando a possibilidade de empregar mais profissionais.

Mandetta explicou que os horários de atendimento dificultam o acesso por parte do cidadão que trabalha em horário comercial. Na prática, muitos moradores acabam não conseguindo o atendimento, migrando para unidades de saúde de maior porte, como Unidades de Pronto Atendimento e pronto-socorro de hospitais.

Segundo o ministro, o programa é “modular”. Cada cidade poderá avaliar se quer estender o limite, estipulado hoje em 40 horas. As unidades que ficarem abertas durante 60 horas semanais passarão a receber R$ 44,2 mil, contra R$ 21,3 mil pagos hoje. Já no caso de atendimento durante 75 horas semanais com saúde bucal, o valor vai de R$ 49,7 mil para R$ 109,3 mil. Esse recurso prevê a ampliação de três para seis equipes de saúde da família.

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