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CMEI na Vila Maria Otília é vandalizado uma semana após inauguração

Menos de duas semanas após a sua abertura, na Vila Maria Otília, o Centro Municipal de Educação Infantil Terezinha de Lourdes Nadal já recebeu sua primeira visita indesejada. Na madrugada de domingo para segunda, enquanto as crianças sonhavam com mais um dia de aprendizado, ladrões arrombavam a porta do CMEI e roubavam a comida dos alunos. O CMEI começou a funcionar no dia 19 de fevereiro, atendendo 81 crianças até 05 anos.

Situações como esta são um pesadelo para toda a comunidade escolar. Em toda a cidade, ladrões já fizeram alunos perderem vários dias de aula e causaram prejuízos de mais de R$ 160 mil aos cofres públicos, somente em 2018.

Desta vez, eles cortaram a energia elétrica do CMEI e arrombaram uma das portas para acessar o prédio. Do interior, levaram um notebook, rádio, sujaram os banheiros e comeram alimentos das crianças. Também levaram caixinhas de suco e aproximadamente dez quilos de carne, deixando vários alimentos espalhados. Ao chegarem, professores, pais e alunos ficaram assustados. As aulas foram suspensas para reorganização da unidade de ensino.

“É uma coisa que nos deixa muito entristecidos, porque nós começamos as atividades no CMEI no dia 19 de fevereiro. E menos de duas semanas depois, já acontece essa violação dentro da instituição, roubando aquilo que é da criança, a merenda seu alimento. Fora o sentimento de vulnerabilidade e insegurança que gera nos professores e na própria criança”, lamentou a secretária de Educação, professora Esméria Saveli.

O novo CMEI foi construído no local onde, anteriormente, ficava o antigo CEI Nossa Senhora de Lourdes. A obra recebeu R$ 1 milhão em investimentos, tornando-se o 65º CMEI de Ponta Grossa. “Uma coisa muito importante é que a comunidade precisa reconhecer o investimento e o respeito que temos por ela, ao fazer esse equipamento público na forma como foi feito, bem feito, bonito, para acolher as crianças de toda aquela região. Quem mora ali sabe que tipo de equipamento que tinha lá antes de o governo Marcelo Rangel assumir e de construirmos o novo prédio”, comentou a secretária.

Ajuda da comunidade

Para que casos como este sejam evitados, a professora pede também ajuda da comunidade. “Nós entendemos que é preciso termos, para as nossas crianças, uma instituição bonita, de qualidade e bem equipada. Então, elas são feitas para que a comunidade sinta orgulho delas, e cuida. Solicito que a comunidade ajude a cuidar deste espaço”, diz Esméria.

Segundo a diretora da unidade, Celnice Silva Rodrigues, as aulas voltam ao normal já nesta terça (26). Nesta segunda, os pais chegaram e se assustaram, então muitos preferiram não deixar as crianças. Mas já está tudo normalizado e todas podem voltar já nesta terça”, disse a diretora. A SME também providenciou reforço em todos os possíveis pontos de entrada do CMEI.

Preocupação constante

A Guarda Municipal registrou 104 Boletins de Ocorrência relacionados a furtos, invasões ou tentativas de invasão ao longo de 2018. 28 deles registraram prejuízos significativos para as escolas: os furtos de equipamentos, fiação elétrica, merenda escolar, botijões de gás, quebras de vidros e outras destruições são avaliados em aproximadamente R$ 160 mil.

Os piores casos estão relacionados com o furto de cabos de energia elétrica das escolas e CMEIs. Cada reposição desta fiação, somada à mão de obra, custa aproximadamente R$ 15 mil. Foram seis em  2018, causando perdas de R$ 90 mil. (Com assessoria)

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