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Justiça Federal destina recursos a dois projetos da UEPG

Na terça-feira (3), o juiz federal Antônio Carlos Bochenek oficializou o repasse de R$ 175 mil da Justiça Federal para a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Os projetos contemplados com o recurso foram “Nanocelulose para liberação controlada de fármacos” e “Produção de próteses ortopédicas e buco-maxilares por manufatura aditiva – impressão 3D”, que são coordenados pelos professores Dr. Luís Antonio Pinheiro e Dr. Benjamim de Melo Carvalho. A solenidade aconteceu nas dependências do prédio da Justiça Federal, em Ponta Grossa.

A execução do projeto conta com a participação dos professores Dr. Amauri do Nascimento, aposentado pelo Departamento de Química da UEPG; Dra. Adriane Bassani Sowek, do Departamento de Engenharia de Materiais da UEPG; Dra. Rosilene Aparecida Prestes, do Departamento Acadêmico de Ensino da UTFPR, campus de Ponta Grossa e Dr. Jean Carlos Hoepfner, pesquisador em estágio pós-doutoral no Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Ciência de Materiais da UEPG.

Verbas de processos

O juiz federal Antônio Carlos Bochenek destacou que com acordos de leniência e ações civis de improbidade administrativa, a tendência é que haja mais recursos com esta finalidade. “Temos verbas eventuais resultantes de processos e que precisam ser destinadas para o atendimento da comunidade e fortalecimento da pesquisa em nossa cidade”, frisou Bochenek.

Outro aspecto enfatizado pelo juiz foi a necessidade de divulgação. “É importante que outros professores tomem conhecimento tanto do trabalho desenvolvido pela instituição quanto da possibilidade de destinação de verbas pela Justiça Federal através de editais públicos”.

O reitor da UEPG, Miguel Sanches Neto, destacou que a universidade precisa ser um instrumento para que ideias se tornem práticas e cheguem à população. “A Universidade, o Ministério Público e a Justiça Federal existem para atender à comunidade. Portanto, parcerias como esta que justificam a defesa da universidade e demonstram que o dinheiro público tem uma finalidade social envolvida”.

No mesmo sentido, o procurador do Ministério Público, Osvaldo Sovek Junior falou que a comunidade deve conhecer iniciativas como esta para que, inclusive, possa cobrar os resultados. O termo de cooperação vai vigorar por um ano e cabe à UEPG a gestão financeira dos recursos.

Estômago Artificial

No caso do projeto de monitoramento de liberação controlada de fármacos, a ideia inicial foi do farmacêutico Amauri Nascimento, professor aposentado do Departamento de Química da UEPG. Durante a pesquisa de doutoramento, em 2005, Nascimento teve dificuldade em conseguir cobaias e precisou improvisar com diferentes dispositivos. Com diversas adaptações, conseguiu finalizar o estudo com menos cobais.

“Com este dispositivo, que pode ser chamado de estômago artificial, vamos poder desenvolver medicamentos mais inteligentes. O dispositivo funciona como um estômago artificial para teste de dosagens de medicamentos sem que precisemos utilizar animais no processo”, explica Amauri.

Defendida a tese, o professor Amauri procurou a ajuda do curso de Engenharia de Materiais para desenvolvimento do dispositivo. “Tanto eu quanto o professor Luís Antonio Pinheiro entramos no projeto, esclarece Benjamin Carvalho. “A patente do dispositivo foi depositada em 2015. Logo em seguida, iniciou a busca de financiamento. Agora, através da doação, vamos conseguir tirar a patente do papel”, finaliza o professor.

Obrigatoriedades

Para maior eficiência das atividades de pesquisa nos projetos, o convênio assinado prevê aquisição de peças, insumos e matérias-primas importadas pela Universidade Estadual de Ponta Grossa e importação de peças e acessórios, a partir da Diretoria de Material e Patrimônio da UEPG, para manutenção de equipamentos e melhoria das análises a serem realizadas.

Osvaldo Soveck e Antonio Bochenek ressaltaram que a destinação do recurso conta com acompanhamento próximo por parte do Poder Judiciário. “O próprio termo de compromisso prevê a apresentação de um acompanhamento detalhado do uso destes recursos que é feito no próprio processo judicial”, explicou. (Com assessoria)

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