Seis vereadores ponta-grossenses serão candidatos nas eleições deste ano. Três vão pleitear a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep): Dr. Zeca (PPS), Vinícius Camargo (PMB) e Dr. Magno (PDT), enquanto outros dois querem a Câmara Federal: Felipe Passos (PSDB) e Pastor Ezequiel (PRB). O vereador George Luiz de Oliveira (PMN) também disse que será candidato, mas não confirmou a qual cargo.

O parlamentar reivindicava junto ao PMN uma vaga para disputar o Senado. Entretanto, o partido optou por coligar com Cida Borghetti (PP), que tem como candidatos a senador pela coligação o ex-governador Beto Richa (PSDB) e o deputado federal Alex Canziani (PTB).

Assim, George será candidato a estadual ou federal, com maior probabilidade de sair federal. Ele não atendeu e nem retornou para a reportagem do Doc.com nesta segunda-feira (06) para esclarecer a situação. Apenas disse via WhatsApp que será candidato “com uma campanha a custo zero”.

Concorrência

Dos dois candidatos a federal, a missão não é nada fácil para conseguir a eleição, a considerar a concorrência dentro de suas coligações e também com outros candidatos locais. Entretanto, devem angariar quantias significativas de votos em Ponta Grossa.

Estreante na política, Passos foi o segundo vereador mais votado em 2016, com 5.992 votos, enquanto Pastor Ezequiel ficou na terceira colocação, com 3.830 votos, em sua primeira reeleição. Agora, com menos concorrentes em nível local – na comparação à eleição para vereador -, a tendência é de que ultrapassem a marca dos dois dígitos em números reais de votos. Certamente, vão tirar muitos fotos dos favoritos: Sandro Alex (PSD), Aliel Machado (PSB) e Marcio Pauliki (SD).

Situações distintas

Já a situação dos três candidatos a estadual são distintas. Dr. Zeca é tido como um candidato com grande potencial de votos, tendo em vista seu histórico como vereador mais votado sempre que disputou a Câmara Municipal. Em 2016, fez 6.686 votos. Também tem uma eleição vitoriosa no currículo como candidato a vice-prefeito, em 2012. Em 2014, quando foi candidato a estadual, obteve 18.230 votos.

O grande desafio será ampliar essa votação e buscar votos fora de Ponta Grossa para superar a concorrência interna no PPS, que terá Douglas Fabrício (fez 54.518 votos) e Tercílio Turini (fez 47.023 votos) como candidatos à reeleição, além da candidatura de Cristina Silvestri, mãe do prefeito de Guarapuava, César Silvestre Filho, que ocupou o cargo de deputada enquanto Douglas Fabrício esteve na Secretaria Estadual de Esporte e Turismo. Ela obteve 38.926 votos em 2014.

Como a expectativa é de que o partido eleja três cadeiras na Alep, Dr. Zeca vai precisar de uma votação expressiva para superar a concorrência. Outra possibilidade será se os cabeças de chapa conseguirem grandes votações e a chapa garantir quatro cadeiras. Com isso, o médico poderá entrar se fizer a quarta maior votação. São apenas conjecturas com base em votações anteriores, mas que dão uma ideia do potencial de cada candidato.

Consolidação eleitoral

Vinícius Camargo, por sua vez, foi eleito na vigésima primeira colocação entre os 23 eleitos em 2016, com 1.069 votos. Agora, como candidato a deputado estadual, além de auxiliar para a votação total do partido na tentativa de garantir uma cadeira na Alep, Camargo busca consolidar seu nome eleitoralmente, já pensando na eleição de 2020, quando deverá buscar sua reeleição.

O médico Dr. Magno (PDT) aposta numa entrada junto aos médicos paranaenses, via Associação Médica do Paraná (AMP), para ampliar sua votação a nível estadual, assim como em uma dobrada com o padrinho político, Marcio Pauliki, em Ponta Grossa e em alguns municípios da região. Ele fez 1.750 votos em 2016, sendo o 13º vereador mais votados entre os eleitos. A concorrência é grande e a ideia de usar esta eleição para se consolidar eleitoralmente para 2020 também cabe ao candidato do PDT.

Confira outros Posts