O Partido Socialista Brasileiro (PSB) do Paraná realizou convenção na noite de segunda-feira (30). Nela, muitas lideranças presentes, muitos discursos, alguns indicativos de apoio, mas ainda nada definido. Ficou para a Executiva Estadual ‘bater o martelo’ até o próximo domingo (05), quando encerra o prazo para definição de candidaturas.

Da convenção participaram a governadora Cida Borghetti (PP), pré-candidata à reeleição, e os pré-candidatos ao Senado, Beto Richa (PSDB) e Alex Canziani (PTB). Na ocasião, o presidente do PSB, Severino Araújo, garantiu que os três terão o apoio do partido, mas de oficial houve apenas um ‘indicativo de apoio’.

“Nós já temos um acordo que vamos integrar uma chapa conjunta com o DEM e PTB nas eleições proporcionais e de apoio à reeleição da governadora Cida Borghetti (PP) e às candidaturas de Beto Richa e de Alex Canziani ao Senado”, disse Severino. Se a executiva confirmar esse posicionamento, será a quinta legenda a declarar apoio a Cida. Pros, PMB, PTC e PMN já confirmaram.

‘Flertando’ com Osmar

Entretanto, a informação que circulava nesta terça-feira (31) em Curitiba é de que as principais lideranças do PSB estiveram reunidas com o pré-candidato ao Governo do PDT, Osmar Dias. E tudo isso com as bênçãos de Cida Borghetti.

Explica-se: como está cada vez mais distante uma coligação entre o PDT de Osmar e o MDB de Roberto Requião, existe o receio de Cida que Osmar abra mão de uma candidatura por falta de apoio, fato que, na teoria, beneficiaria o candidato do PSD ao Palácio Iguaçu, Ratinho Junior, que aparece na dianteira das pesquisas. O receio é de que num cenário sem Osmar – segundo nas pesquisas, Ratinho possa vencer no primeiro turno.

Tempo de TV e recursos

Diante disso, o PSB poderá ‘salvar’ a candidatura de Osmar, com tempo de TV e apoio financeiro, e assim contribuir com uma eleição com maior probabilidade de ter segundo turno. A possível chapa seria formada por PDT, PSB e o Solidariedade (SD), que tem como presidente estadual o deputado estadual Marcio Pauliki, pré-candidato a deputado federal. Ainda é uma incógnita quem seriam os candidatos ao Senado nessa possível união.

MDB

Já no MDB, o discurso no momento é de que o deputado federal João Arruda será o candidato ao Governo diante da negativa de Osmar, com Requião na disputa mais uma vez ao Senado. A outra vaga para senador ainda estaria em aberto. O PDT de Osmar não teria aceitado a condição do MDB em coligar também na eleição proporcional (para deputado estadual e federal).

Os pré-candidatos a federal Marcio Pauliki e Gustavo Fruet (PDT), fiéis a Osmar, seriam os principais opositores a uma coligação na proporcional, já que a quantidade de votos necessários para se eleger dentro de um chapão com o MDB certamente será maior.

Aliel refuta Beto

Em tempo: o deputado federal do PSB, Aliel Machado, que buscará a reeleição, disse nesta terça-feira que não estará no mesmo palanque do ex-governador Beto Richa sob hipótese alguma. O parlamentar ressaltou que a direção nacional e estadual do partido já foram avisadas desse posicionamento. Os motivos seriam o envolvimento do nome de Beto com escândalos de corrupção, como a Operação Quadro Negro, e a conduta política do tucano enquanto esteve à frente do Palácio Iguaçu.

Com Cida

Em relação ao Governo do Estado, Aliel disse que tem compromisso firmado com Cida Borghetti, com quem tem mantido um bom relacionamento desde que a progressista assumiu o Governo. Aliel indicou pessoas de sua confiança para cargos, como João Barbiero e Pietro Arnaud, e participou de tomadas de decisões dentro da cúpula política de Cida. Portanto, mesmo que o PSB vá com Osmar, o ponta-grossense estará com Cida.

No resumo da ópera, muita coisa ainda poderá acontecer até o domingo. Aguardemos!

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