Política Ponta Grossa

Vereadores decidem revogar aumento de salários após ampla repercussão negativa

Menos de 24 horas após aumentarem em 3,86% os seus salários – ver matéria, os vereadores ponta-grossenses voltaram atrás e comunicaram que vão revogar a lei. O anúncio foi feito na manhã desta quinta-feira (24) durante entrevista coletiva do presidente da Câmara, Sebastião Mainardes Junior (DEM), com a presença de parte dos parlamentares. A ampla repercussão negativa que a medida teve, principalmente pelas redes sociais, levou os vereadores a voltarem atrás.

De acordo com Mainardes, assim que a lei for sancionada pelo Executivo, será apresentada a proposta de revogação da parte em que se dá o reajuste específico aos agentes políticos, sem interferir no aumento de 5% para os servidores do Legislativo. A justificativa para a aprovação em duas votações no mesmo dia, mesmo sem o projeto estar na ordem do dia, foi de que era preciso concluir o trâmite ainda no mês de março, para não comprometer o pagamento já reajustado na folha de maio, data base do funcionalismo público.

Entretanto, em meio à greve dos caminhoneiros e a crise econômica por qual passa o país, o fato de terem reajustado o próprio salário caiu como uma bomba em meio à opinião pública. Mainardes explicou que se trata de uma determinação federal o reajuste para os vereadores seguindo o índice inflacionário do INPC. Ressaltou ainda que os vereadores não aumentaram, há dois anos, os salários para 60% do que recebe um deputado estadual, como permite a legislação. Frisou também que a legislação federal passou a permitir o recebimento de férias e décimo terceiro salário pelos vereadores, mas que isso não foi aplicado em Ponta Grossa.

Demagogia?

Logo após a aprovação do projeto, alguns vereadores se manifestaram dizendo que abriam mão do reajuste e que destinariam para entidades e áreas como a saúde. Essa manifestação desagradou boa parte dos vereadores que decidiram votar o reajuste. O sentimento foi de traição e demagogia. Para parte da opinião pública, aprovar o aumento e recusar o valor, destinando par assistencialismo, também não pegou bem.

Tiro no pé

O fato é que a colocação do projeto a toque de caixa e a aprovação em duas discussões no mesmo dia foi um tiro no pé. Poderiam ter esperado um momento mais ‘tranquilo’ para colocar em pauta e com votações em sessões distintas. A revogação deve acontecer na semana que vem. Restará saber se o ato conseguirá reverter a imagem negativa já provocada. Aqueles que serão candidatos a deputado, podem até mesmo sentir o impacto nas urnas.

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