Política Ponta Grossa

Período pré-eleitoral tem mudanças de partido e saídas de cargos em PG

O calendário das Eleições 2018 está começando a se afunilar nesse período pré-eleitoral. A principal data neste momento é 7 de abril – seis meses antes do pleito de 7 de outubro. Até o próximo sábado, portanto, todas as pessoas que pretendem lançar candidatura devem estar filiadas a um partido político e fora de cargos como secretários estaduais ou municipais.

Deixando os cargos

Em Ponta Grossa, neste último caso, quem deixou o cargo que ocupava para poder ficar livre para uma candidatura é a vice-prefeita Elizabeth Schmidt (PSB), que acumulava a Fundação Municipal de Turismo. Já o professor João Carlos Gomes deve sair até o final dessa semana do posto de Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Ele trocou recentemente o PSDB para se filiar ao PP, pelas mãos do casal Ricardo Barros, que deixou o Ministério da Saúde e voltou para a Câmara Federal, e Cida Borghetti, vice-governadora do Paraná. A intenção é ser candidato a deputado estadual.

PSB

Elizabeth Schmidt voltou a ter o nome cogitado para uma candidatura à Assembleia Legislativa. Só não se sabe, ainda, se essa pré-candidatura continuará sendo pelo PSB ou por outra agremiação. Desde a entrada do deputado federal Aliel Machado no PSB, a situação de Elizabeth é incerta na legenda. Algumas pessoas acreditam que Aliel no partido não teve o aval da vice-prefeita, que tudo foi articulado via Brasília. Outras, porém, pensam o contrário. Seria possível uma dobradinha Aliel federal e Elizabeth estadual? A conferirmos.

Viabilidade

Por falar em Aliel Machado, o deputado foi o primeiro a mudar de sigla com vistas às eleições – até porque estava em um partido novo e não precisou esperar a janela partidária. Ele saiu da Rede Sustentabilidade e ingressou no PSB. O pensamento foi de conseguir uma legenda mais viável eleitoralmente, tendo em vista que a Rede não decolou, aliado ao fato de, muito provavelmente, ter mais acesso ao fundo para financiamento de campanha entre os peessebistas. Vai correr atrás da reeleição.

Aposta

Outro deputado que mudou de partido foi Marcio Pauliki. Atualmente, ele ocupa uma cadeira na Assembleia, mas saiu do PDT para se filiar ao Solidariedade com objetivo de ser candidato a deputado federal. Ainda não se sabe no meio político se a aposta no partido ligado a agremiações sindicais, que tem como presidente nacional o deputado federal Paulinho da Força, foi a mais acertada. Para Pauliki, que assumiu o comando estadual da legenda após a saída dos Francischini, será um desafio formar uma chapa competitiva em poucos meses que consiga levá-lo ao êxito nas urnas.

Terreno preparado

Ainda no âmbito federal, o deputado Sandro Alex mudou de partido, mas foi há dois anos, na janela de 2016, quando deixou o PPS para assumir o comando estadual do PSD.

Atualmente, é vice-presidente da legenda no Paraná, que tem à frente o deputado estadual e pré-candidato a governador, Carlos Roberto Massa Júnior, o Ratinho Júnior. Com mais tempo de casa e já no seu segundo mandato em Brasília, Sandro sedimentou um terreno que parece fértil neste período pré-eleitoral. Em trabalhos conjuntos com prefeitos, vereadores e outras lideranças em várias regiões do Estado, caminha para o pleito com uma considerável retaguarda eleitoral. Se isso vai resultar em votos só as urnas mostrarão.

Embate

E o embate federal tende a ser um dos mais concorridos, com as prováveis candidaturas de Sandro Alex, Aliel Machado e Marcio Pauliki. Uns juram que é possível eleger os três, enquanto outros garantem que só há espaço para dois, quem sabe apenas um. O veredito será as urnas. Outros nomes também planejam lançar candidaturas, mas com menor expressão e potencial de votos.

Para estadual

Na esfera estadual, ‘a grande surpresa’ neste momento do jogo é a provável saída do deputado Plauto Miró Guimarães Filho do DEM (antigo PFL e onde está filiado há 33 anos). Na semana passada, há quem diga que ações tomadas pelo presidente da Cohapar, Abelardo Lupion, e pelo seu filho, deputado estadual Pedro Lupion, presidente do DEM no Paraná, no sentido de levar o partido para apoiar a futura candidatura de Cida Borghetti ao Governo, ‘passaram por cima’ de Plauto.

Fato que desagradou, e muito, o deputado ponta-grossense, que teria se sentido desrespeitado. Propenso a apoiar Ratinho Júnior, o destino deve ser o PSD ou PSC. A decisão precisa acontecer até o próximo sábado. Plauto buscará o seu oitavo mandato na Alep e mudar de ares pode ser benéfico nesse sentido, diante do desgaste natural de uma longa trajetória política.

Grande leque

Com a saída de cena da disputa estadual de Marcio Pauliki, um grande leque de pré-candidatos surgiu em Ponta Grossa. Talvez o que tenha maior potencial de eleição seja o do ex-vice-prefeito e vereador mais votado em três ocasiões, José Carlos Raad, o Dr. Zeca. Filiado no PPS, estuda mudar de partido para disputar as eleições. Entretanto, como poderá perder o mandato por infidelidade partidária – já que a janela não engloba vereadores -, Zeca avalia com cuidado o cenário eleitoral. Se sai e não se elege, corre o risco de ficar sem o mandato no Legislativo Municipal. Em caso de mudança, o provável destino será o PSD.

Entrave

E aí está mais um entrave, já que, se Plauto também ingressar no PSD, seria um encontro de dois antigos desafetos políticos. Desde que Zeca lançou candidatura a deputado estadual em 2014, enquanto era vice-prefeito, e mediu forças com Plauto, ficou um clima nada ameno entre os dois. Isso porque existiria um acordo político-eleitoral, firmado ainda em 2012, para que o grupo de Plauto abrisse mão de indicar o vice do prefeito Marcelo Rangel, em favor de Zeca, desde que o médico não fosse candidato a estadual. Em 2014, Zeca foi candidato, obteve pouco mais de 18 mil votos e não se elegeu.

Mudaram

Quem mudou de partido para ser candidato a estadual foi o ex-vereador e ex-candidato a prefeito, Júlio Küller, saindo da Rede e indo para o MDB, levado pelo senador Roberto Requião.

O empresário Dirlei Cordeiro, da Academia Bioativa, também trocou de ares. Saiu do PSDC e ingressou no Pros na condição de pré-candidato a deputado estadual.

Alep

Outro pré-candidato à Alep é o vereador Ricardo Zampieri. Ele passou no início do ano por um processo de expulsão do Solidariedade e se filiou recentemente ao PSL, partido dos deputados Fernando e Felipe Francischini, federal e estadual, respectivamente. Assim, Ricardo acompanha os Francischini no PSL, partido do pré-candidato a presidente, Jair Bolsonaro. Outro que é pré-candidato pelo PSL, mas a federal, é Cunha Filho, das Faculdades Cescage. Os dois jovens estiveram à frente da organização responsável pela vinda recente de Bolsonaro a Ponta Grossa. A aposta é na renovação.

Enfim, outros nomes ainda podem surgir, uma vez que as convenções partidárias para escolha de candidatos acontecem entre 20 de julho e 05 de agosto.

Em tempo: Ponta Grossa tem um pré-candidato a governador, na pessoa do advogado e presidente do PSOL do Paraná, Leandro Dias, que já foi candidato a prefeito em 2012 e a vereador em 2016. Caso não emplaque a indicação do partido ao Governo, deve lançar candidatura a deputado federal.

Foto de abertura: José Cruz/Agência Brasil

Atualizada em 19h10 desta quarta-feira

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