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Educação fora do ensino integral é uma ideia retrógrada, diz Esméria Saveli

A Secretaria Municipal de Educação recebeu na tarde desta terça-feira um grupo de mães que pede que as escolas que atendem em tempo integral em Ponta Grossa tenham também turmas que ofereçam os conteúdos em metade do tempo. Amplamente divulgado pela imprensa e nas redes sociais, o encontro contou com a presença de 15 mães interessadas, além da vereadora Professora Rose (PSB) e dos vereadores Celso Cieslak (PRTB), Guiarone (Pros) e Jorge da Farmácia (PDT).

As mães tiveram acesso a informações sobre a legislação federal que rege o sistema de ensino em todo o país e também sobre a política educacional da Prefeitura de Ponta Grossa, que prevê a ampliação gradativa das escolas em tempo integral. A meta do Conselho Municipal de Educação é de que todas as escolas do Município sejam de educação em tempo integral até 2025, contribuindo para o desenvolvimento educacional das crianças e também com o desenvolvimento de Ponta Grossa.

“Quando se compara o tempo de permanência na escola, na América Latina, com o Brasil, nós estamos extremamente atrasados. Enquanto no Chile são oito horas, em nosso país são menos de quatro. Jamais seremos um país desenvolvido com essa jornada escolar”, explicou a secretária de Educação, Esméria Saveli.

Preocupação

Esméria também demonstrou a preocupação da Secretaria a respeito do desenvolvimento educacional. “A escola de tempo partido é uma questão cultural no Brasil, que está sendo gradativamente superada. A educação em tempo integral é o que há de melhor para as crianças. Escola pela metade é a ideia mais retrógrada e mais atrasada em termos de Educação que temos hoje em nosso país”, disse a secretária.

Todas as mães presentes tiveram a oportunidade de se expressar. “Todos os casos particulares das mães serão avaliados e encaminhados para uma solução que favoreça a criança”, disse Esméria. Em um dos casos, um menino com dificuldades de adaptação será acompanhado de perto pela família e pela escola.

A SME também informou às mães que fará uma consulta às diretoras das escolas para averiguar a necessidade de novas turmas em tempo parcial – desde que elas funcionem no formato já existente atualmente. Não será possível, como exemplo, crianças estudando apenas em um período em uma turma de alunos que estudam em tempo integral, como propuseram algumas das mães – uma vez que o conteúdo e a turma seriam prejudicados.

Integral

Atualmente, em Ponta Grossa, existem 84 escolas municipais. Destas, 19 delas ainda são de ensino parcial, onde as mães que não trabalham fora de casa podem matricular seus filhos, embora esta possa não ser a opção mais próxima da residência. O município possui 31 mil alunos, sendo aproximadamente 18 mil já em tempo integral. (Com assessoria)

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