Política Ponta Grossa

Cúpula de Rangel já trabalha com possível renúncia para candidatura ao Governo do Paraná

A notícia de que o prefeito Marcelo Rangel (PPS) é pré-candidato ao Governo do Estado começa a ganhar maiores proporções em escala municipal e estadual. Depois do lançamento da pré-candidatura a governador em evento do PPS, no último sábado, em Ponta Grossa, relatos obtidos com exclusividade pelo Doc.com dão conta de que Rangel e seu staff já trabalham com a possível renúncia ao cargo de prefeito, uma vez que a legislação eleitoral determina tal medida no caso de um prefeito que deseja disputar outra eleição majoritária. Com isso, a Prefeitura ficaria sob o comando da vice, a professora Elizabeth Schmidt (PSB).

O prazo para a renúncia é de até seis meses antes das eleições, que acontecem em 7 de outubro do ano que vem. Assim, como falta praticamente um ano para o pleito, Rangel teria até início de abril para concretizar sua saída da Prefeitura. Uma decisão que não é fácil de ser tomada, já que o alcaide conseguiu uma expressiva votação em 2016 para o seu segundo mandato consecutivo. O prefeito sabe disso e vem tratando do assunto com as pessoas mais próximas, incluindo alguns secretários e membros da família.

Rangel recebeu o apoio de Ratinho Junior na campanha de 2016 | Foto: Arquivo

Rangel, Sandro e Ratinho Junior

Pelo que se sabe, pesquisas devem ser encomendadas em âmbito local, regional e estadual para também ajudar a orientar a decisão de Rangel. Outro fato que está sendo levado em conta diz respeito ao irmão do prefeito, o deputado federal Sandro Alex. Ocorre que Sandro é o presidente do PSD do Paraná, que tem como pré-candidato a governador o deputado estadual Carlos Roberto Massa Junior, o Ratinho Junior. Inclusive, informações dão conta de que Sandro foi convidado para ser o coordenador da campanha do correligionário no Estado.

Diante disso, Rangel e Sandro têm um entrave para solucionar dentro dos próximos meses: PPS e PSD andarão juntos em 2018 na eleição ao Palácio Iguaçu? Ou poderá haver uma cisão? O que se tem de concreto no momento é que a relação dos irmãos com Ratinho Junior é boa, e vem de longa data, antes mesmo da política, quando ainda eram ‘apenas’ comunicadores em seus respectivos meios de comunicação.

Inclusive, começou a operar nesta semana em Ponta Grossa, em caráter experimental, a Rádio Massa, na frequência 101.1 FM, que é uma sociedade entre os irmãos e Ratinho Junior. A Rádio Massa teve origem na Central AM, que teve à frente até então o pai de Rangel e Sandro, o renomado comunicador Nilson de Oliveira.

Só para o Governo do Estado

Outra certeza no momento é de que Rangel só renunciaria para ser candidato ao Governo do Estado, ou seja, para governador ou vice, ficando descartada qualquer possibilidade de disputa a deputado estadual, federal ou ao Senado. Rangel e sua equipe têm a convicção de que as boas experiências implantadas em Ponta Grossa poderão ser levadas para o Paraná – ver matéria.

Para isso, é claro, o PPS avança nos bastidores nas conversas com lideranças estaduais de outros partidos, com o auxílio do presidente estadual da legenda, deputado federal Rubens Bueno, que é pré-candidato ao Senado. Afinal, para qualquer candidatura ser viável é necessário formar uma aliança forte, que possibilite uma chapa de candidatos a deputado expressiva, estrutura financeira e um bom tempo de televisão – isso se a reforma política não acabar com os programas eleitorais para criar o fundo de financiamento público de campanha.

Apoios 2018 e repercussão em 2020

Ainda nos bastidores, o que se comenta é que os futuros candidatos a deputado ligados a Rangel poderão ter uma visibilidade muito maior no caso de uma candidatura ao governo estadual. Já Rangel, teria uma liberdade maior na escolha de quem receberá seu apoio.

A decisão a ser tomada pelo prefeito, de renunciar ou não para ser candidato, também terá impacto na sucessão municipal para 2020. Se renuncia, Elizabeth Schmidt terá tempo para mostrar trabalho como a primeira mulher à frente da Prefeitura de Ponta Grossa e, assim, se credenciar para uma disputa na condição de candidata à reeleição. Se não renuncia, caberá a Rangel e seu staff definirem um nome a ser trabalhado para sucessão.

Em tempo – Alguns cometários ouvidos nos bastidores têm sugerido que a possível renúncia de Rangel para ser candidato ao Governo do Estado teria por trás um acordo firmado, ainda em 2016, para deixar a vice Elizabeth Schmidt assumir o cargo de chefe do Executivo Municipal na metade final do mandato. Entretanto, conforme o que o Doc.com apurou, não existe qualquer compromisso nesse sentido. O compromisso de Rangel com Elizabeth seria torná-la secretária, o que ocorreu. A professora responde pela pasta de Turismo da Prefeitura.

O acordo que existiria é entre Elizabeth e o deputado estadual Plauto Miró Guimarães Filho (DEM). Explica-se: na hierarquia política, Plauto teria a prerrogativa de indicar o candidato a vice de Rangel em 2016, mas abriu mão em prol de Elizabeth, que já pertenceu ao DEM no passado, mas desde que esta não saia candidata a deputada estadual. Aguardemos!!!

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